✦ Resumo

Lula afirmou que a redução da jornada 6x1 será negociada por setor, sem imposição, respeitando as especificidades de cada categoria econômica.

Presidente Lula discursa no Encontro Internacional da Indústria da Construção em São Paulo sobre redução da jornada de trabal
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a redução da jornada de trabalho será feita de forma colaborativa, com o governo federal atento às demandas específicas de cada setor econômico. A declaração foi dada nesta terça-feira (19), durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic), em São Paulo, após receber uma pauta de reivindicações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

“Não se escondam de fazer qualquer proposta para nós. A construção civil é imprescindível para o futuro deste país. Em qualquer momento histórico, ela é quem gera emprego com mais facilidade. É ela quem pode fazer as coisas acontecerem”, disse o presidente. O tom foi de parceria com os empresários, mas o recado central veio na sequência.

Escala 6 por 1 terá tratamento por categoria

Lula disse que o governo estará atento às reivindicações relacionadas à redução da escala 6 por 1, que possibilitará aos trabalhadores brasileiros ter dois dias de descanso semanal. “A jornada de trabalho vai ser aplicada levando em conta a especificidade de cada categoria. Ninguém vai impor isso na marra. É preciso respeitar a realidade de cada categoria, de cada profissão, de cada setor econômico”, afirmou.

O presidente tentou transmitir segurança aos empresários do setor. “Não fiquem assustados com o fim da escala 6 por 1. Isso é algo necessário, porque hoje o povo quer mais tempo para ficar em casa; quer mais tempo para o lazer; quer mais tempo para estudar e para namorar. Isso é normal porque a sociedade tem avançado muito, com os avanços tecnológicos”, acrescentou.

O fato é que a proposta mexe com a rotina de milhões de brasileiros. Quem paga a conta é o morador, que espera serviços mais baratos, e o trabalhador, que quer mais qualidade de vida. A ficha caiu tarde para alguns setores, mas o governo já sinaliza que não haverá atropelo.

Construção civil como motor do emprego

Dirigindo-se aos empresários da construção civil, Lula disse que precisa deles para gerar empregos, bem como para construir casas e tocar obras de infraestrutura. “E vocês precisam de mim para fazer financiamento. É uma mão de duas vias. Eu dou e recebo, e vocês dão e recebem, porque, se não for assim, não funciona”.

Na prática, o governo quer pavimentar o caminho para a mudança sem gerar pânico no mercado. “Não fiquem assustados com o fim da escala 6 por 1. Isso é algo necessário”, repetiu Lula, em um recado direto aos empresários. A promessa é de diálogo, mas o bicho pode pegar se as negociações não avançarem nos próximos meses.

  • Redução da jornada será setorizada, sem imposição geral
  • Governo aposta na construção civil para gerar empregos e obras
  • CBIC entregou pauta de reivindicações durante o Enic em São Paulo
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Sobre o autor Lúcia L.F

Lúcia L.F. é co-fundadora e Diretora de Parcerias do BahiaBR.com. É uma empreendedora de mídia digital com mais de uma década de experiência, atuando em portais de notícias na Bahia desde 2011.