Transalvador monitora velocidade na Avenida Paralela para reduzir acidentes
A partir da segunda-feira (06), a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) vai monitorar o comportamento do fluxo de veículos na Avenida Luiz Viana Filho, a Paralela. O foco do estudo é a velocidade desenvolvida pelos motoristas em pontos estratégicos da via. A pesquisa ocorre durante todo o mês de julho e, segundo o órgão, não tem caráter punitivo.
Pesquisa quer entender causas de acidentes
O levantamento vai usar o mesmo modelo de radar empregado na fiscalização da via. A diferença é que, agora, o objetivo é coletar dados para análise técnica. Quatro pontos serão avaliados no sentido Aeroporto e três no sentido Centro. O plano amostral busca identificar as causas determinantes de sinistros, a dinâmica do tráfego e o comportamento dos condutores.
Parceria internacional
Os técnicos da Transalvador contarão com apoio da Global Road Safety Partnership (GRSP), organização internacional sem fins lucrativos. A entidade atua na redução de mortes e lesões no trânsito. A Paralela é a via com maior registro de vítimas de sinistros em Salvador.
Números preocupam
De janeiro a maio deste ano, 107 pessoas foram vítimas de acidentes na avenida. Desse total, oito morreram. Os motociclistas são o grupo mais vulnerável: foram responsáveis por cinco dessas mortes, o equivalente a 63%. Diariamente, cerca de 36 mil veículos circulam em cada sentido da via.
“Esse estudo tem como principal objetivo compreender melhor o comportamento do trânsito na Avenida Paralela, especialmente em relação à velocidade praticada pelos condutores, para que possamos desenvolver estratégias mais eficazes de engenharia de tráfego e de segurança viária”, explica o superintendente de Trânsito de Salvador, Diego Brito. Ele reforça que os equipamentos têm finalidade exclusivamente técnica e estatística, sem qualquer objetivo de aplicar penalidades.
O resultado da pesquisa deve orientar ações futuras. A ficha caiu tarde para muitos que perderam a vida na via. Agora, o poder público tenta entender o que fazer para evitar novas tragédias.