Pela primeira vez, Salvador será sede de um encontro nacional de combate ao crime organizado. O evento, promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), ocorre entre os dias 12 e 15 de maio, na Universidade SENAI CIMATEC, em Piatã. A recuperação de ativos por asfixia financeira de grupos criminosos está no centro dos debates.
A iniciativa reúne especialistas de órgãos como a Polícia Civil, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público da Bahia. O objetivo é claro: aprimorar estratégias de enfrentamento às organizações criminosas em todo o país. Quem paga a conta é o morador, e o evento busca reverter esse cenário.
Rede nacional contra o crime
O encontro marca a integração entre duas frentes nacionais: a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim) e a Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Recupera). A proposta é descapitalizar grupos criminosos por meio de investigações mais qualificadas e cooperação institucional.
Durante os quatro dias, serão debatidos temas como inteligência financeira, técnicas avançadas de investigação e aperfeiçoamento jurídico. O secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas, afirmou: “A integração institucional é a ferramenta mais poderosa que temos para desarticular o crime organizado”.
Bahia como referência
O delegado-geral André Viana destacou os avanços do estado. “A escolha da Bahia como sede reconhece os resultados já alcançados”, avaliou. Ele citou o aumento de operações estruturadas e apreensões de bens ilícitos como prova da eficiência local.
A recuperação de ativos é considerada uma das estratégias mais eficazes no combate ao crime organizado, ao enfraquecer financeiramente essas estruturas. A Renorcrim, coordenada pela Senasp, incentiva o compartilhamento de informações entre polícias de todo o Brasil.
Cooperação e resultados
A Rede Recupera consolida a articulação para identificação e destinação de ativos criminosos. Na prática, o dinheiro ilícito volta para a sociedade. O evento promete fortalecer essa lógica, com palestras e debates que miram a asfixia financeira dos grupos.
O encontro reúne representantes da Polícia Federal, Ministérios Públicos e Poder Judiciário. A ficha caiu tarde para muitos criminosos: a integração entre instituições está mudando o jogo da segurança pública no Brasil.