Em resumo
  • Levantamento da Prefeitura aponta cinco regiões com maior infestação do Aedes aegypti em Salvador.
  • Cerca de 80% dos focos do mosquito estão dentro das residências, exigindo ação da população.
  • Moradores podem denunciar terrenos com acúmulo de água pelo telefone 156.
Salvador reforça combate ao Aedes aegypti e alerta para focos dentro de casa
Foto: Bruno Concha / Secom PMS

As regiões de Itapagipe, São Caetano/Valéria, Subúrbio Ferroviário, Cabula/Beirú e Pau da Lima concentram os maiores índices de infestação do mosquito Aedes aegypti em Salvador. A informação consta no 2º Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre 4 e 8 de maio de 2026, e orienta a intensificação das ações de combate promovidas pela Prefeitura de Salvador.

Segundo a diretora da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Andrea Salvador, a gestão municipal mantém operação contínua nos 12 Distritos Sanitários da capital. As equipes atuam com inspeções domiciliares periódicas, eliminação de criadouros, aplicação de larvicida e bloqueio de transmissão em áreas de surto. O monitoramento do Índice de Infestação Predial, campanhas educativas e mutirões de limpeza urbana em parceria com a Limpurb completam a rotina de prevenção, com foco nos bairros de maior risco.

O alerta central, porém, é para o ambiente doméstico. Cerca de 80% dos focos do mosquito, transmissor da dengue, zika e chikungunya, estão dentro das residências. Por isso, a participação da população é decisiva para o controle das arboviroses. A orientação é eliminar recipientes que acumulem água, manter caixas d’água vedadas, limpar calhas e ralos, descartar corretamente materiais inservíveis e permitir a entrada dos Agentes de Combate às Endemias nas casas.

Onde os focos se concentram

Nas áreas apontadas pelo levantamento como mais afetadas, os criadouros foram encontrados principalmente em vasos, pratos, pingadeiras e frascos. Também houve registro relevante em depósitos de água ao nível do solo, como baldes, tambores e tonéis. A distribuição dos focos não é homogênea na cidade, e distritos sanitários mais populosos tendem a apresentar maiores índices de infestação predial e maior ocorrência de casos.

Andrea Salvador destaca que o inverno é um período crítico, pois coincide com o pico da estação chuvosa. A combinação do clima tropical litorâneo, com temperaturas quentes durante todo o ano, e a água acumulada em pequenos recipientes ao ar livre provoca a eclosão em massa dos ovos depositados no ambiente, aumentando a população de mosquitos adultos.

Sintomas e canal de denúncia

Entre as arboviroses urbanas em circulação na capital baiana, a dengue é a que historicamente registra o maior número de casos, mantendo circulação endêmica com picos de transmissão. Chikungunya e zika aparecem em menor escala.

Moradores que apresentarem febre, dores no corpo, manchas na pele ou dores intensas nas articulações devem procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento. Quem vive próximo a terrenos abandonados ou imóveis desocupados com acúmulo de água pode acionar as equipes de Combate às Endemias pela Central Fala Salvador, no telefone 156, para que a região seja inspecionada.

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Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.