✦ Resumo

Prefeitura de Lauro de Freitas iniciou oferta de exames de espirometria no Complexo de Saúde de Itinga para reduzir fila de regulação, beneficiando pacientes com doenças respiratórias.

Pacientes na fila do Complexo de Saúde de Itinga em Lauro de Freitas para exame de espirometria
Foto: Jean Victor

A Prefeitura de Lauro de Freitas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SESA), iniciou nesta quinta-feira (9/7) a oferta de exames de espirometria para pacientes da rede pública. A ação acontece no Complexo de Saúde de Itinga e mira reduzir a fila de regulação. O exame, conhecido como teste do sopro, é essencial para diagnosticar doenças respiratórias como asma, bronquite e DPOC.

A iniciativa foi viabilizada por uma cooperação entre a gestão municipal e o laboratório GSK, companhia biofarmacêutica, para execução do Programa Sopro. O programa facilita o início de tratamentos adequados para pacientes com sintomas respiratórios. Resultado: a fila de espera, que contava com 375 pacientes, foi ampliada para pouco mais de 400 vagas.

Atendimento diário e impacto na regulação

De acordo com a diretora do complexo, Paula Lima, a regulação já agendou previamente o atendimento de 40 pacientes por dia. “Este exame é de suma importância para o município, pois garante que os munícipes sejam assistidos corretamente. Com ele, o pneumologista poderá conduzir melhor a triagem terapêutica e definir a medicação e a dosagem exatas”, afirmou. A ficha caiu tarde para muitos, mas a oferta agora é concreta.

Quem comemorou foi a moradora de Itinga, Marinalva de Jesus, 63 anos. “Eu fumo há muitos anos, e esse exame vai me ajudar a saber como está a situação do meu pulmão. Estava aguardando por esse atendimento há muito tempo e, graças a Deus, finalmente consegui fazer”, disse. Outro paciente, Joselino Freitas, 48 anos, carpinteiro da Vila Praiana, também celebrou: “Eu fazia tratamento no pulmão, cheguei a abandonar e piorei muito. Agora vou poder me cuidar novamente”.

BahiaBR

Como funciona o exame de espirometria

A espirometria mede a capacidade pulmonar e o fluxo de ar. O teste ajuda no diagnóstico de Doenças Obstrutivas Crônicas (DPOC) e outras comorbidades pulmonares. Na prática, o pneumologista pode definir a medicação exata, seja com comprimidos ou broncodilatadores. quem paga a conta é o morador quando a prevenção falha, mas agora a rede pública age.

  • Capacidade pulmonar: avalia volume de ar inspirado e expirado
  • Fluxo aéreo: mede a velocidade da respiração forçada
  • Diagnóstico precoce: identifica asma, bronquite e DPOC

A SESA reforça que o cronograma de atendimento poderá ser ampliado. Novas etapas serão incorporadas conforme surgirem demandas de clínicos e especialistas da rede básica. A promessa que ficou no papel agora vira realidade para centenas de pacientes.

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Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.