Em resumo

Operação Sorriso Seguro interditou totalmente duas clínicas odontológicas e suspendeu atividades parciais de outras cinco em Salvador, após denúncia de complicações em procedimento. Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em sete bairros, com apoio da Vigilância Sanitária e do CRO-BA.

Agentes da Polícia Civil e Vigilância Sanitária em operação em clínica odontológica em Salvador.
Foto de Jon Tyson na Unsplash

Duas clínicas odontológicas foram interditadas totalmente e outras cinco tiveram parte das atividades suspensas durante uma operação da Polícia Civil realizada nesta terça-feira (21), em Salvador. Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em clínicas e consultórios localizados em sete bairros da capital. A ação, batizada de Operação Sorriso Seguro, contou com apoio da Vigilância Sanitária Municipal e do Conselho Regional de Odontologia (CRO-BA).

As investigações tiveram início após a denúncia de uma paciente que relatou complicações decorrentes de um procedimento odontológico. O delegado Felipe Mota, responsável pela investigação, afirmou que os indícios apurados envolvem possíveis crimes como lesão corporal, propaganda enganosa e infrações contra as relações de consumo. Todo o material recolhido será submetido à perícia para dar continuidade às investigações.

Bairros com clínicas interditadas em Salvador

As duas unidades interditadas integralmente estão nos bairros de São Caetano e Plataforma. Já as clínicas que sofreram interdição parcial funcionam em Sussuarana, Periperi, Paripe, Matatu e no Centro da cidade. Três dos estabelecimentos fiscalizados pertencem à mesma rede.

Irregularidades encontradas nos consultórios

Durante as inspeções, os agentes encontraram diversas irregularidades. Resultado: o cenário era de falta de higiene, equipamentos em condições inadequadas de uso e materiais improvisados. Produtos vencidos, profissionais sem regularização e substâncias armazenadas em recipientes diferentes das embalagens originais também foram flagrados.

Pra piorar, materiais descartáveis estavam sendo reutilizados. A operação verificou ainda prontuários, contratos firmados com pacientes, documentação dos responsáveis técnicos, funcionamento dos equipamentos e a habilitação dos profissionais. Quem paga a conta é o morador que confiou no serviço.

  • Falta de higiene nos consultórios
  • Equipamentos em condições inadequadas
  • Materiais improvisados e produtos vencidos
  • Profissionais sem regularização
  • Reutilização de materiais descartáveis

O CRO-BA e a Vigilância Sanitária Municipal apoiaram a operação. O delegado Felipe Mota confirmou que todo o material recolhido passará por perícia. A ficha caiu tarde para os responsáveis pelas clínicas.

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Sobre o autor Lúcia L.F

Lúcia L.F. é co-fundadora e Diretora de Parcerias do BahiaBR.com. É uma empreendedora de mídia digital com mais de uma década de experiência, atuando em portais de notícias na Bahia desde 2011.