Em resumo
  • A Prefeitura de Salvador ampliou a busca ativa do programa BPC na Escola, com meta de atender 12 mil famílias de crianças e adolescentes com deficiência.
  • Mais de 50 técnicos dos 28 Cras farão visitas domiciliares e aplicarão o Questionário de Identificação de Barreiras.
  • A ação integra a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, de 21 a 28 de agosto.
Salvador amplia busca ativa do BPC na Escola com meta de 12 mil famílias
Foto: Ascom Sempre

Famílias de crianças e adolescentes com deficiência beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC) em Salvador podem receber visitas domiciliares de técnicos dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras). A ação faz parte da ampliação da busca ativa do programa BPC na Escola, que tem a meta de alcançar 12 mil famílias na capital baiana.

As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre). O público-alvo são crianças e adolescentes de 0 a 18 anos com deficiência que já são beneficiários do BPC.

Como será a ação

O trabalho em campo será realizado por mais de 50 técnicos referenciados, vinculados aos 28 Cras de Salvador. Durante as visitas domiciliares, esses profissionais vão aplicar o Questionário de Identificação de Barreiras, instrumento usado para mapear as dificuldades que o público enfrenta.

O objetivo central do programa é identificar e eliminar barreiras que dificultem o acesso e a permanência dessas crianças e adolescentes na escola. O diagnóstico obtido com o questionário orientará o acompanhamento contínuo oferecido pela rede Cras para a superação das dificuldades encontradas.

Contexto e articulação

A iniciativa integra a programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, celebrada de 21 a 28 de agosto. O BPC na Escola é desenvolvido de forma articulada entre a gestão municipal e o governo federal, unindo as áreas de assistência social, educação, saúde e direitos humanos.

O titular da Sempre, Júnior Magalhães, ressaltou o alcance do programa e apontou a educação inclusiva como um dos pilares do desenvolvimento social. Segundo ele, as famílias encontrarão nos Cras o suporte necessário para superar as barreiras diagnosticadas, seja pelo encaminhamento a outros serviços socioassistenciais, seja pela articulação direta com as redes de educação e saúde.

“Sabemos que as mães atípicas, por exemplo, precisam do apoio do poder público para assegurar o direito de seus filhos à educação. Cada visita representa um passo concreto rumo a uma cidade mais inclusiva”, afirmou o secretário.

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Sobre o autor Lúcia L.F

Lúcia L.F. é co-fundadora e Diretora de Parcerias do BahiaBR.com. É uma empreendedora de mídia digital com mais de uma década de experiência, atuando em portais de notícias na Bahia desde 2011.