A Receita Federal colocou no ar nesta segunda-feira (6) o Receita Atende, plataforma digital que unifica o relacionamento do órgão com cidadãos e empresas. A novidade substitui gradualmente o antigo Fale Conosco, concentrando em um só ambiente serviços de orientação e esclarecimento de dúvidas sobre procedimentos fiscais.
A mudança integra o processo de modernização do atendimento ao contribuinte. Segundo o Fisco, a ideia é tornar os serviços mais integrados, seguros e eficientes.
Migração gradual e próxima etapa
Nesta primeira fase, apenas as demandas antes direcionadas ao Fale Conosco serão migradas. A Receita Federal planeja, em uma segunda etapa, incorporar também o atendimento por e-mail e os processos digitais. O objetivo é reunir praticamente todas as interações entre contribuintes e o Fisco em um único ambiente virtual.
O órgão quer reduzir a fragmentação dos canais de atendimento. Resultado: o usuário poderá acompanhar o andamento dos pedidos de forma mais simples e centralizada.
Benefícios para profissionais e empresas
A centralização deve permitir maior controle sobre o histórico das interações. Além disso, promete reduzir o tempo de resposta às demandas e reforçar a segurança das informações compartilhadas.
A mudança afeta especialmente profissionais das áreas fiscal, contábil, tributária e de compliance. Empresas e escritórios de contabilidade já são orientados a utilizar o Receita Atende desde o início da migração.
- Unificação de canais de orientação e atendimento digital
- Maior controle do histórico de interações
- Redução no tempo de resposta
- Reforço na segurança das informações
O que esperar do novo canal
De acordo com a Receita Federal, o Receita Atende deverá se tornar, ao fim da implementação, o principal canal de relacionamento eletrônico entre os contribuintes e o órgão. A recomendação é que os usuários acompanhem a incorporação gradual dos demais serviços ao novo ambiente digital.
Na prática, a promessa é que o contribuinte não precise mais pular de plataforma em plataforma. Só que o sucesso da iniciativa depende da adesão em massa e da migração completa dos processos — algo que, segundo o Fisco, ocorrerá de forma progressiva.