✦ Resumo

Polícia apreende ouriços africanos sem documentação em ônibus na BR-116; animais foram encaminhados ao CETAS.

ouriços resgatados pela polícia federal rodoviaria
Foto: Reprodução/CETAS

Quatro ouriços pigmeus africanos foram apreendidos sem documentação durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-116, em Poções, no Sudoeste da Bahia. Os animais, considerados exóticos, estão agora sob os cuidados do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) de Vitória da Conquista, aguardando uma destinação legal após avaliação clínica. A apreensão ocorreu na última terça-feira (14), no km 760 da rodovia, dentro da Operação Conatus.

Condições irregulares em ônibus interestadual

A fiscalização abordou um ônibus que fazia o trajeto entre São Paulo (SP) e Sobral (CE). No bagageiro do veículo, os agentes encontraram dois casais de ouriços acondicionados de forma inadequada. Investigação da PRF apontou que os animais teriam origem no Paraná e seriam levados ao Ceará. O fato é que não havia nenhuma comprovação de origem ou autorização para o transporte, o que configura uma irregularidade grave.

Por se tratar de espécies exóticas, a lei exige uma papelada rigorosa: nota fiscal, declaração de origem de criadouro regularizado, identificação por microchip e comprovação de esterilização. A ausência de qualquer um desses itens impede totalmente a rastreabilidade dos bichos. O responsável pela ocorrência agora está sujeito a uma multa de R$ 2.600,00 por introduzir espécimes de animais exóticos fora de sua área de distribuição natural sem autorização ambiental.

Cuidados e destino dos animais apreendidos

Após a apreensão, a própria PRF conduziu os ouriços até o CETAS de Vitória da Conquista. A unidade, administrada pela prefeitura local, dá suporte às ações do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) na região. Lá, os animais passam por monitoramento. O médico veterinário e coordenador da unidade, Aderbal Azevedo, detalhou os cuidados. “Os ouriços foram encaminhados pela PRF diretamente ao CETAS, onde permanecem sob cuidados até a definição da destinação legal”, explicou. Eles recebem água e uma dieta específica, que inclui ração, frutas frescas e insetos.

O procedimento administrativo do caso está a cargo do Inema, que é responsável por apurar os fatos e aplicar as medidas previstas em lei. Enquanto isso, a vida dos quatro ouriços segue em uma espécie de limbo, longe do transporte precário a que foram submetidos.

Combate ao tráfico e como denunciar

O caso em Poções reforça a atuação integrada entre órgãos de fiscalização e gestão ambiental para coibir o transporte e comércio ilegal de animais. Essas práticas trazem riscos sanitários, causam maus-tratos e podem desequilibrar ecossistemas com a introdução de espécies fora de seu habitat. Pra piorar, quem paga a conta é a fauna local.

O Inema mantém um canal para a população reportar ocorrências com animais silvestres, como resgates de bichos feridos ou entregas voluntárias. O atendimento é feito pelo Disque Resgate, no número (71) 99661-3998. A medida busca oferecer um caminho legal e seguro para situações que, de outra forma, poderiam alimentar o ciclo de irregularidades.

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Sobre o autor Lúcia L.F

Lúcia L.F. é co-fundadora e Diretora de Parcerias do BahiaBR.com. É uma empreendedora de mídia digital com mais de uma década de experiência, atuando em portais de notícias na Bahia desde 2011.