Homem é preso por descumprir medida protetiva e ameaçar ex-companheira e filha gestante em Luís Eduardo Magalhães
Um homem de 37 anos foi preso neste sábado (2) por descumprir medida protetiva de urgência e ameaçar a ex-companheira, de 47 anos, e a filha dela, que está grávida. O caso ocorreu no bairro de Santa Cruz, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. A prisão foi feita por equipes do Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (Neam/Luís Eduardo Magalhães), com apoio da Polícia Civil (PCBA).
De acordo com a ocorrência, o suspeito já havia descumprido ordens judiciais antes. Dez dias após conseguir liberdade provisória e ser formalmente cientificado das restrições, ele voltou à residência da vítima. Lá, fez ameaças de morte contra a ex-companheira e a filha gestante. O fato é que a Justiça já tinha imposto medidas para protegê-las, mas a ordem foi ignorada.
Reincidência e prisão preventiva
O homem foi levado para a unidade policial, onde a polícia cumpriu um mandado de prisão preventiva. Agora, ele segue preso, à disposição do Poder Judiciário. Quem paga a conta é o morador, que vê a violência doméstica bater na porta e a proteção judicial ser desafiada em dias.
Resultado: a situação expõe uma falha no sistema de monitoramento. A vítima e a filha, mesmo com a medida protetiva ativa, sofreram ameaças diretas. O caso reforça a necessidade de ações mais ágeis para coibir a reincidência em crimes contra a mulher.
- Local: bairro de Santa Cruz, Luís Eduardo Magalhães
- Suspeito: homem de 37 anos
- Vítimas: ex-companheira (47 anos) e filha gestante
- Crimes: descumprimento de medida protetiva e ameaça
- Órgão responsável: Neam/Luís Eduardo Magalhães e DT
Na prática, a prisão preventiva foi a resposta judicial para a reincidência. O homem já tinha sido solto provisoriamente, mas voltou a agir contra as mulheres. A polícia agiu rápido, mas o susto e o risco já estavam postos.
Medidas protetivas e o desafio da fiscalização
A medida protetiva de urgência é uma ferramenta prevista na Lei Maria da Penha. Ela pode incluir afastamento do lar, proibição de contato e outras restrições. Só que, sem fiscalização constante, a proteção vira promessa que ficou no papel. O caso em Luís Eduardo Magalhães mostra como a ficha caiu tarde para as vítimas.
O suspeito foi cientificado das restrições judiciais, mas desrespeitou a ordem em dias. A ameaça à filha gestante agrava o cenário, já que a violência doméstica atinge não só a mulher, mas toda a família. O Neam segue investigando o caso para garantir a segurança das vítimas.