Livros, cultura e troca de experiências marcaram a 1ª Feira Literária do Colégio Estadual de Tempo Integral de Portão (CETIP), realizada nessa quinta-feira (28), em Lauro de Freitas. O evento transformou o pátio principal da unidade escolar em um espaço de incentivo à leitura, reunindo estudantes, professores, autores locais e comunidade escolar em uma programação voltada à valorização da literatura e da produção cultural.
Homenagem a Carolina Maria de Jesus e projeto interdisciplinar
Com o tema “Quarto de despejo”, em homenagem à autora Carolina Maria de Jesus e à sua obra, escolhida para o projeto interdisciplinar anual da escola, a feira promoveu rodas de conversa, apresentações estudantis, exposição de livros, oficina de isografia, mostra de obras de arte e momentos de interação entre estudantes e escritores convidados. A iniciativa surgiu da necessidade de estimular o hábito da leitura dentro e fora da escola, diante do uso excessivo das telas e celulares.
Para o diretor da unidade, Murilo Cerqueira, o evento representou um importante intercâmbio cultural e fortalecimento da leitura no ambiente escolar. “Foi um momento de imersão, cultura, troca de saberes e criatividade, reafirmando o grande potencial que a leitura tem na transformação da nossa realidade social”, destacou.
Estudantes como protagonistas do evento
Além da participação de autores, os estudantes também tiveram papel ativo na organização da feira, auxiliando na preparação dos espaços e na divulgação das atividades. A programação ainda contou com apresentações culturais, como o repente conduzido pelo professor Francisco Sales, e a Oficina de Isografia, ministrada pela professora Maria Elisa Jampietro.
O estudante Kayo Almeida, da 2ª série do Ensino Médio, ressaltou que a feira incentivou a leitura e aproximou os alunos do universo literário. “A feira fortaleceu a criatividade, a imaginação e contribuiu para a nossa formação crítica”, afirmou. Já a estudante Vitória Bezerra, também da 2ª série do Ensino Médio, destacou a importância da iniciativa para ampliar o conhecimento dos jovens. “Representou um incentivo à leitura e ao conhecimento, além de aproximar os estudantes dos livros e da produção literária.”
A ficha caiu tarde para quem ainda duvida: a leitura tem o poder de transformar a realidade social dentro e fora da escola. Em tempos de telas e distrações, eventos como a Feira Literária do CETIP mostram que o livro ainda é ferramenta essencial para a formação crítica dos jovens baianos. A Bienal do Livro Bahia 2026 recebe 10 mil estudantes de Salvador com iniciativas semelhantes, e o Mundo Encantado da Criança: 7 atrações imperdíveis na Bienal do Livro Bahia reforçam esse movimento. Além disso, o MEC Livros: 8 mil obras literárias chegam a tablets de estudantes da rede estadual, e a campanha Eu Me Protejo na Escola chega a oito unidades de Salvador. A educação integral na Bahia reúne 820 gestores para formação em Salvador, e estudantes da rede estadual conquistam medalhas nos Jogos Escolares de Juazeiro 2026.