Um encontro formativo com cerca de 820 gestores e equipes técnicas começou nesta terça-feira (5), no Fiesta Bahia Hotel, em Salvador, para consolidar a política de educação integral na rede estadual da Bahia. A iniciativa, que segue até quinta-feira (7), foca na qualificação da gestão escolar a partir de experiências concretas das unidades de ensino. A proposta é alinhar práticas e acelerar resultados em uma rede que amplia o tempo, as oportunidades e o sentido da escola pública.
Quem paga a conta é o morador? Não. Dessa vez, o investimento é do Governo do Estado. A secretária da Educação do Estado em exercício, Luciana Menezes Silva, destacou a prioridade da política. “A educação integral representa uma das principais políticas do Governo do Estado. Seguimos investindo para fortalecer a aprendizagem e a proteção dos nossos estudantes. Que estes dias sejam de troca, aprendizado e aprimoramento profissional”, afirmou.
A superintendente de Políticas da Educação Básica da SEC, Helaine Souza, ampliou o olhar sobre o alcance da iniciativa. “Ao falar de educação integral, estamos falando de educação, mas também de desenvolvimento social, econômico e de proteção. A escola passa a garantir não só aprendizagem, mas também cuidado, segurança alimentar e acesso a outras políticas públicas”, ressaltou.
Expansão da política em números
Implantada em 2014, com 59 escolas em 24 municípios e cerca de 16 mil estudantes, a Educação Integral alcança, em 2026, 690 unidades distribuídas em 388 municípios, atendendo a mais de 170 mil estudantes. O crescimento é significativo. Segundo Helaine, a expansão consolida a escola como espaço estratégico para reduzir desigualdades e ampliar oportunidades, sobretudo para jovens em situação de maior vulnerabilidade.
O encontro articula painéis, oficinas e atividades práticas. A programação mergulha nos desafios da política, com foco na organização do currículo, dos tempos e dos espaços escolares. Traduzindo: conectar teoria e cotidiano para apoiar decisões mais eficazes nas unidades da rede.
Impacto nas escolas e nos territórios
Nas escolas, a política se traduz em práticas que fortalecem o vínculo dos estudantes com o ambiente escolar. Em Salvador, no Colégio Estadual de Tempo Integral Luiz Viana, a proposta prioriza o protagonismo e a construção coletiva do conhecimento. “Não é só mais tempo na escola, é desenvolvimento humano”, afirma a diretora Ana Paula Cardoso Ramos.
Em Valença, no Colégio Estadual Gentil Paraíso Martins, o diretor Hélio Souza de Cristo destaca o impacto das atividades diversificadas. “Oferecemos cerca de 18 oficinas em diversas áreas, sejam elas artísticas, culturais e esportivas pelo Programa Educa Mais Bahia, e o desafio é manter o estudante engajado. A educação integral permite isso”, disse.
O diretor do NTE de Itaparica, na região Norte da Bahia, Marco Pires, reforça: “A escola de tempo integral amplia o aprendizado e fortalece a convivência dos estudantes”. Para ele, o encontro segue como espaço estratégico para troca de experiências e consolidação de práticas exitosas em diferentes territórios.
Participaram da mesa de abertura a diretora do Instituto Anísio Teixeira (IAT), Vânia Almeida; a representante do Instituto Natura, Iara Viana; a diretora do NTE do Velho Chico, Aline Oliveira; a representante da APLB Sindicato, Arielma Galvão; o diretor escolar Hélio Souza de Cristo; e a representante da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Aline Zero.
Resultado: a formação segue até quinta-feira (7) com a promessa de consolidar uma política que já é realidade. O fato é que a escola pública baiana está virando uma referência em tempo integral.