✦ Resumo

A Bahia investiu R$ 50,02 bilhões entre 2015 e 2025, mantendo o segundo lugar no ranking nacional, atrás de São Paulo (R$ 118,42 bilhões), e chegou a liderar temporariamente em 2025.

biblioteca na escola
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

A Bahia investiu R$ 50,02 bilhões entre 2015 e 2025, mantendo a segunda colocação no ranking nacional de investimentos estaduais. O governo baiano chegou a ocupar a liderança temporariamente em 2025, superando São Paulo, que lidera a década com R$ 118,42 bilhões. Os dados são da Secretaria da Fazenda (Sefaz-Ba), baseados no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), plataforma do Tesouro Nacional.

O resultado ganha relevância quando se observa a proporcionalidade. Com um orçamento cinco vezes menor que o de São Paulo, a Bahia desembolsou praticamente metade do valor paulista. Na prática, quem paga a conta é o morador — mas o retorno vem em infraestrutura, saúde e educação.

Minas Gerais, terceiro colocado, investiu R$ 38,61 bilhões no período. O Rio de Janeiro, em quarto, somou R$ 36,11 bilhões. O Rio Grande do Sul, que enfrenta crise fiscal, nem aparece entre os dez maiores: totalizou R$ 15,91 bilhões.

Impacto dos investimentos na economia baiana

O secretário da Fazenda, Manoel Vitório, destaca que os recursos têm efeitos em múltiplas frentes. “Os investimentos são recursos injetados diretamente na economia, criando empregos e fomentando a renda”, afirma. “Além disso, reforçam a capacidade de prestação de serviços à população e ampliam a infraestrutura.”

Vitório lembra que a Bahia se torna mais atrativa para investidores com a rede crescente de hospitais, policlínicas, escolas de tempo integral e equipamentos de segurança. Obras em rodovias, sistemas hídricos e combate à seca também entram na conta. Resultado: a chegada de empreendimentos como a fábrica da BYD em Camaçari reflete um estado estruturado para receber empresas de classe internacional.

Dívida cai enquanto investimentos crescem

Em contraste com o aumento dos investimentos anuais, o endividamento do Estado oscilou para baixo. A relação entre dívida consolidada líquida e receita corrente líquida era de 59,4% em 2015 e fechou 2025 em 36%.

Mesmo com novas operações de crédito, a dívida total caiu. Ao final de 2025, eram R$ 34,7 bilhões em compromissos com credores internos e externos, ante R$ 35,3 bilhões em 2024. A redução nominal foi de 1,5%; com correção pela inflação, o recuo chega a 6%.

  • Ranking de investimentos (2015-2025):
  • São Paulo: R$ 118,42 bilhões
  • Bahia: R$ 50,02 bilhões
  • Minas Gerais: R$ 38,61 bilhões
  • Rio de Janeiro: R$ 36,11 bilhões
  • Rio Grande do Sul: R$ 15,91 bilhões (fora do top 10)

O fato é que a Bahia inverteu a lógica comum: investiu mais que estados mais ricos em termos proporcionais. E, enquanto isso, a dívida encolheu. A ficha caiu tarde para quem duvidava da capacidade de gestão fiscal baiana.

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Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.