A Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, no Centro Histórico de Salvador, está em obras. O local passa por requalificação que inclui serviços de conservação em 10 prédios e 14 fachadas. O investimento supera R$ 450 mil. A iniciativa é da Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural (Dipro) do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).
As intervenções envolvem pintura, recuperação estrutural e serviços de conservação. O objetivo é garantir melhores condições de preservação dos equipamentos culturais instalados no espaço. O trabalho segue critérios técnicos que buscam manter a autenticidade dos bens históricos.
Preservação da identidade cultural baiana
“Essas ações buscam fortalecer a preservação da memória e da identidade cultural baiana, assegurando a conservação de patrimônios importantes para a história do estado”, afirma o diretor-geral do IPAC, Marcelo Lemos Filho. Ele destaca a Praça das Artes como um dos principais equipamentos culturais do Centro Histórico.
A requalificação integra um conjunto mais amplo de ações do IPAC. Só em 2025, o Instituto investiu mais de R$ 13 milhões em obras de requalificação e restauro. Entre os destaques recentes está a reabertura do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, em dezembro do ano passado, após requalificação que recebeu aporte de mais de R$ 3 milhões em recursos próprios. Também houve obras nas Igrejas de Senhor dos Passos, em Feira de Santana, e na Igreja Matriz de Valença.
Restauro em múltiplas frentes
A Coordenação de Conservação e Restauro (Cores) do IPAC atua em diversas frentes. O trabalho inclui intervenções especializadas em igrejas, museus, esculturas, imagens sacras e imóveis históricos em diferentes regiões do estado. Atualmente, duas equipes trabalham no restauro de acervos religiosos da Igreja da Ascensão do Senhor, no distrito de Mirandela, em Banzaê.
Para o coordenador da Cores, Rodrigo Santos, a restauração vai além da recuperação estética. “Nosso objetivo é garantir a integridade dos bens, preservando sua autenticidade e assegurando que continuem cumprindo sua função cultural”, afirma.
As intervenções são precedidas por estudos técnicos que identificam materiais e elementos originais das edificações. O trabalho respeita a integridade histórica de cada bem. As equipes são especializadas em áreas como marcenaria, pintura artística e conservação de materiais como madeira, metais e cantaria.
Entre as ações recentes do setor estão também trabalhos de higienização e conservação das esculturas do Parque das Esculturas do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), em Salvador. Com ações na capital e no interior, o IPAC reafirma o compromisso com a preservação do patrimônio histórico e cultural da Bahia.