✦ Resumo

A Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, em Salvador, recebe R$ 450 mil em requalificação, com pintura e recuperação estrutural em 10 prédios e 14 fachadas, visando preservar o patrimônio cultural baiano.

Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba
Fotos: Fernando Barbosa- Ascom/IPAC

A Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, no Centro Histórico de Salvador, está em obras. O local passa por requalificação que inclui serviços de conservação em 10 prédios e 14 fachadas. O investimento supera R$ 450 mil. A iniciativa é da Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural (Dipro) do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).

As intervenções envolvem pintura, recuperação estrutural e serviços de conservação. O objetivo é garantir melhores condições de preservação dos equipamentos culturais instalados no espaço. O trabalho segue critérios técnicos que buscam manter a autenticidade dos bens históricos.

Preservação da identidade cultural baiana

“Essas ações buscam fortalecer a preservação da memória e da identidade cultural baiana, assegurando a conservação de patrimônios importantes para a história do estado”, afirma o diretor-geral do IPAC, Marcelo Lemos Filho. Ele destaca a Praça das Artes como um dos principais equipamentos culturais do Centro Histórico.

A requalificação integra um conjunto mais amplo de ações do IPAC. Só em 2025, o Instituto investiu mais de R$ 13 milhões em obras de requalificação e restauro. Entre os destaques recentes está a reabertura do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, em dezembro do ano passado, após requalificação que recebeu aporte de mais de R$ 3 milhões em recursos próprios. Também houve obras nas Igrejas de Senhor dos Passos, em Feira de Santana, e na Igreja Matriz de Valença.

Restauro em múltiplas frentes

A Coordenação de Conservação e Restauro (Cores) do IPAC atua em diversas frentes. O trabalho inclui intervenções especializadas em igrejas, museus, esculturas, imagens sacras e imóveis históricos em diferentes regiões do estado. Atualmente, duas equipes trabalham no restauro de acervos religiosos da Igreja da Ascensão do Senhor, no distrito de Mirandela, em Banzaê.

Para o coordenador da Cores, Rodrigo Santos, a restauração vai além da recuperação estética. “Nosso objetivo é garantir a integridade dos bens, preservando sua autenticidade e assegurando que continuem cumprindo sua função cultural”, afirma.

As intervenções são precedidas por estudos técnicos que identificam materiais e elementos originais das edificações. O trabalho respeita a integridade histórica de cada bem. As equipes são especializadas em áreas como marcenaria, pintura artística e conservação de materiais como madeira, metais e cantaria.

Entre as ações recentes do setor estão também trabalhos de higienização e conservação das esculturas do Parque das Esculturas do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), em Salvador. Com ações na capital e no interior, o IPAC reafirma o compromisso com a preservação do patrimônio histórico e cultural da Bahia.

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Sobre o autor Lúcia L.F

Lúcia L.F. é co-fundadora e Diretora de Parcerias do BahiaBR.com. É uma empreendedora de mídia digital com mais de uma década de experiência, atuando em portais de notícias na Bahia desde 2011.