O Hospital Regional Piemonte do Paraguaçu, unidade do Governo da Bahia em Itaberaba, completa três anos de funcionamento nesta terça-feira (2). Desde sua inauguração, a unidade já realizou 60.352 atendimentos, 16.118 internações, 7.902 cirurgias e 102.142 exames. Os números consolidam o hospital como referência regional no atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A unidade cobre 14 municípios da Região de Saúde de Itaberaba: Andaraí, Boa Vista do Tupim, Bonito, Iaçu, Ibiquera, Itaberaba, Itaeté, Lajedinho, Macajuba, Marcionílio Souza, Nova Redenção, Ruy Barbosa, Utinga e Wagner. Juntos, somam mais de 251 mil habitantes. Além da população pactuada, o hospital recebe pacientes de toda a Bahia encaminhados pela Central Estadual de Regulação, especialmente para cirurgias e transferências hospitalares.
Crescimento expressivo nos atendimentos
Entre junho e dezembro de 2023, foram 4.066 atendimentos. Em 2024, com a gestão administrativa e operacional da Santa Casa Ruy Barbosa, o número saltou para 15.018 — alta de 269%. Em 2025, a unidade registrou 30.786 atendimentos, crescimento de 105% sobre o ano anterior. Só de janeiro a abril de 2026, já contabiliza 10.482 atendimentos. O ritmo não dá sinais de queda.
O hospital também ampliou a capacidade assistencial, aperfeiçoou fluxos internos e expandiu serviços especializados. Equipes multiprofissionais foram fortalecidas. O resultado é mais agilidade, qualidade e humanização no atendimento à população.
Regionalização e impacto social
O hospital tem papel estratégico na regionalização da saúde. Reduz a necessidade de deslocamento para grandes centros. Oferece atendimento mais próximo e resolutivo. Contribui para desafogar hospitais de maior porte e fortalece a rede de urgência e emergência na região, especialmente em casos de média complexidade e atendimentos regulados.
Atualmente, a unidade emprega 292 colaboradores: médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos, profissionais administrativos e equipes de apoio. A presença do hospital impulsiona a geração de empregos, movimenta o comércio local e fortalece a cadeia de fornecedores. Traduzindo: fixa profissionais de saúde no interior da Bahia.
O impacto econômico é concreto. A unidade também movimenta a economia de Itaberaba e das cidades vizinhas. Quem paga a conta é o morador — mas, neste caso, sai mais caro que encomenda: o benefício supera o custo. A ficha caiu tarde para muitos, mas o hospital já é peça-chave na saúde pública da região.