Em resumo

Até outubro deste ano, mais de R$ 180 milhões foram aplicados na compra de alimentos da agricultura familiar para escolas estaduais dos 27 Territórios de Identidade da Bahia. As aquisições são feitas pela Secretaria da Educação em duas modalidades de chamada pública. Para 2026, o investimento previsto na alimentação escolar é de R$ 523 milhões, sendo 45% destinados à compra direta da agricultura familiar.

Merenda da rede estadual da Bahia já recebeu mais de R$ 180 milhões em compras da agricultura familiar em 2026
Fotos: Suâmi Dias - SDR/CAR

Mais de R$ 180 milhões já foram aplicados, até o mês de outubro deste ano, na compra de alimentos para as escolas estaduais dos 27 Territórios de Identidade da Bahia. O montante foi usado em aquisições da agricultura familiar, por meio de duas modalidades de Chamadas Públicas, e chegou à mesa dos estudantes da rede estadual.

As compras são conduzidas pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), que opera tanto a chamada centralizada, feita pela própria pasta, quanto as aquisições realizadas diretamente pelas unidades escolares. O Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), atua para aproximar agricultores e agricultoras familiares das escolas da rede.

Quanto será investido e de onde vêm os recursos

Para 2026, o investimento previsto na alimentação escolar é de R$ 523 milhões, com origem no orçamento próprio do Estado e em repasses do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Desse total, 45% são reservados à compra direta de produtos da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural, conforme a legislação federal.

Na Bahia, a totalidade dos recursos do PNAE destinados ao estado é aplicada na aquisição desses produtos. O modelo amplia as oportunidades de comercialização para cooperativas e organizações produtivas rurais e faz os alimentos da agricultura familiar chegarem ao cardápio das escolas.

Variedade no prato e renda no campo

A lista de itens adquiridos inclui leite em pó, feijão, café, polpa de frutas, filé de tilápia, farinha, cordeiro, massa de aipim e barras de cereais, entre outros produtos. A diversidade amplia as possibilidades de composição dos cardápios e valoriza a produção baiana.

O efeito também é sentido na diversificação dos alimentos oferecidos nas escolas e no incentivo a hábitos alimentares saudáveis. As compras fortalecem organizações coletivas e estimulam a agregação de valor aos produtos da agricultura familiar.

Cooperativa de Irecê atende 25 escolas

O presidente da Cooperativa Agropecuária dos Agricultores Familiares da Região de Irecê (COOAFRI), Francisco Nogueira, afirma que a participação nas políticas de alimentação escolar fortalece a produção rural e ajuda a garantir alimentos de qualidade aos estudantes. Segundo ele, a cooperativa atende atualmente 25 escolas em 17 municípios do território de Irecê, com feijão, leite, iogurte, frutas, verduras e hortaliças produzidos pelos cooperados.

“Essas políticas públicas são fundamentais para ampliar a comercialização da produção, gerar emprego e renda e valorizar o trabalho dos nossos cooperados e cooperadas”

Avaliação de quem cuida da alimentação

Para a nutricionista Márcia Almeida, do Centro de Educação, Inovação e Formação da Bahia (Ceeinfor) Mãe Stella, no bairro do Cabula, em Salvador, a compra de produtos da agricultura familiar valoriza o trabalho das famílias rurais e melhora a qualidade da alimentação escolar. Ela descreve a parceria firmada pelo Governo do Estado como importante para oferecer aos estudantes alimentos de qualidade, de produção sustentável, que contribuem para a segurança alimentar e nutricional, e classifica o modelo como um avanço.

A data de 21 de outubro, Dia Nacional da Alimentação Escolar, reforça a discussão sobre a oferta de refeições de qualidade aos estudantes e sobre o valor da produção local.

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Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.