A 6ª Feira Territorial da Agricultura Familiar do Semiárido Nordeste II começou nesta quinta-feira (27) em Cícero Dantas e segue até sábado (29), reunindo inovação, tecnologia e assistência técnica e extensão rural (ATER) para o desenvolvimento do campo baiano.
O evento é realizado pela Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido (ARCAS), com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e tem como tema “Agroecologia e Convivência Climática: Caminhos para a Construção do Bem Viver no Semiárido”.
Seminário de ATER discute permanência das famílias no campo
Nesta sexta-feira (28), o Seminário de ATER reúne representantes de instituições públicas, beneficiários e organizações da sociedade civil. A pauta inclui acesso a políticas públicas, melhoria da produção, geração de renda e permanência das famílias agricultoras no campo.
No território, a chamada pública ATER Biomas da Bahia, da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), vinculada à SDR, atende mais de 2,6 mil famílias. A execução dos serviços é feita por meio de convênio com a ARCAS, com ações voltadas à segurança alimentar, nutricional e hídrica, com atenção à produção de alimentos saudáveis nas unidades produtivas familiares (UPFs).
O superintendente da Bahiater, Euzimar Carneiro, afirma que a assistência técnica tem papel estratégico para as famílias agricultoras, contribuindo para o acesso a conhecimentos, tecnologias e informações adequadas às diferentes realidades produtivas. No Semiárido, o trabalho considera ainda a convivência com as condições climáticas, o manejo dos recursos naturais, a segurança alimentar e a organização da produção.
Beneficiária relata impacto do acompanhamento técnico
A agricultora familiar Paula Anjos, da comunidade Jurema, em Adustina, é beneficiária da ATER Biomas da Bahia e relata que as orientações recebidas são usadas no planejamento das atividades da propriedade. Segundo ela, o acompanhamento ajuda a organizar o trabalho e também orienta sobre a documentação necessária.
“Para quem vive na roça, muitas vezes é difícil ter acesso a um técnico, porque o custo é alto e as propriedades ficam distantes. Com o acompanhamento, a gente recebe orientação sobre as atividades da propriedade e também sobre a documentação necessária.”
Paula Anjos conta que os técnicos entram em contato, orientam e, quando é preciso, vão até a comunidade.
Programação inclui hackathon e feira de sementes
Entre as atividades da feira está o Hackathon, Concurso de Inovações Agroecológicas, que reúne estudantes do ensino médio de diferentes municípios do território para apresentar ideias relacionadas à agroecologia e à inovação no campo.
A programação segue até sábado (29) com rodas de conversa, seminários, feira de sementes crioulas, exposição de animais, feira de produtos da agricultura familiar, oficinas, apresentações culturais e espaços de comercialização.