✦ Resumo

A Codesal realizou 1.416 vistorias na Operação Chuva em maio em Salvador, com foco em ameaças de desabamento e deslizamento, além de aplicar 15.572 m² de lona plástica em encostas e cadastrar 732 famílias para atendimento social.

cidade de salvador
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

A Defesa Civil de Salvador (Codesal) realizou 1.416 vistorias em imóveis e áreas de risco da capital baiana durante a Operação Chuva em maio. O balanço parcial, divulgado nesta semana, aponta que as principais demandas foram ameaças de desabamento (509), orientações técnicas (287) e ameaças de deslizamento (231). O trabalho preventivo visa reduzir riscos à população no período mais chuvoso do ano.

Em parceria com a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), a Codesal aplicou preventivamente 15.572 m² de lona plástica em 116 pontos da cidade. A medida impermeabiliza encostas e diminui as chances de deslizamentos. O diretor-geral da Codesal, Adriano Silveira, afirma que as ações ocorrem durante todo o ano, com foco na preservação de vidas, especialmente entre abril e junho. “As vistorias são realizadas diariamente, seja a partir de solicitações dos moradores, seja por meio de demandas encaminhadas pelos órgãos parceiros da Operação Chuva”, declarou.

Atendimento social e cadastro de famílias

O Setor de Atendimento à Comunidade em Áreas de Risco cadastrou 732 famílias para atendimento social junto à Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre). O serviço funciona como uma ponte entre moradores de áreas vulneráveis e os programas sociais da Prefeitura de Salvador. Na prática, quem mora em regiões de risco ganha acesso a suporte mais direcionado.

A Defesa Civil orienta que a população acione imediatamente o órgão ao identificar sinais de perigo. Escorregamentos de terra, rachaduras, estalos em paredes, postes inclinados ou outras alterações no terreno são alertas que não podem ser ignorados. O serviço é essencial e mantém equipes de plantão 24 horas por dia, com atendimento pelo telefone gratuito 199.

Chuvas em maio ficaram abaixo da média histórica

O acumulado de chuvas em maio foi de 209,4 mm, segundo a estação de referência de Ondina, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O volume é inferior à normal climatológica do período, de 302,2 mm, o que representa uma redução de aproximadamente 30,7%. O fato é que, mesmo com menos chuva, a Codesal manteve o ritmo de vistorias e ações preventivas.

Os maiores acumulados pluviométricos foram registrados nos bairros: Calçada (237,8 mm), Massaranduba (236,4 mm), Caixa d’Água (230,4 mm), Barra/Vila Naval (229,4 mm), Rio Vermelho (227,8 mm), Barris (221,4 mm), Federação (218,2 mm), Brotas/Codesal (212,2 mm), Ondina (209,4 mm) e Pau Miúdo (204,2 mm). Nos últimos dez anos, o maior volume para maio foi em 2020, com 489,1 mm, bem acima da média.

Previsão para junho e alerta para El Niño

A previsão indica que as chuvas em junho poderão ficar acima da normal climatológica do mês, estimada em 237,6 mm. A causa são sistemas meteorológicos como frentes frias, cavados e sistemas de baixa pressão atmosférica. E aqui mora o problema: a população precisa redobrar a atenção nos próximos dias.

De acordo com a NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), existe alta probabilidade de formação do fenômeno El Niño nos próximos meses. A chance é de 82% entre junho e julho, com tendência de permanência ativa até o período entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027, quando a probabilidade alcança 96%. Para quem vive em áreas de risco, a ficha caiu tarde: a combinação de chuvas acima da média com El Niño pode agravar a situação.

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Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.