✦ Resumo

A Adab iniciou caravana de educação sanitária no Extremo Sul da Bahia para prevenir a monilíase, doença fúngica que ataca cacaueiros e ainda não foi registrada no estado, capacitando produtores rurais.

dois homens dando palestras
Foto: Rebeca Falcão/ Ascom Seagri

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) deu início, nesta segunda-feira (4), em Teixeira de Freitas, a uma campanha para manter o estado livre da monilíase. A doença fúngica, que ataca frutos do cacaueiro e do cupuaçuzeiro, ainda não foi registrada na Bahia, mas já causou prejuízos em outros países produtores de cacau. A Caravana de Educação Sanitária contou com a abertura do secretário estadual de Agricultura, Vivaldo Gois.

O secretário reforçou o caráter preventivo da ação. “O governador determinou que ficássemos vigilantes em todas as fronteiras agrícolas do estado”, afirmou. Segundo ele, a capacitação dos produtores é o principal instrumento para manter a barreira sanitária contra a doença. A monilíase é considerada uma das mais graves da América Latina, capaz de causar perdas de até 100% da produção quando não controlada. As estratégias de valorização são debatidas em Ilhéus como parte do esforço conjunto.

Caravana percorre municípios do Extremo Sul

A programação segue até sexta-feira (8), com atividades em comunidades e escolas técnicas rurais. Os técnicos multiplicadores levarão orientações de prevenção a produtores rurais da região. Os municípios atendidos são: Alcobaça, Itamaraju, Itanhém, Jucuruçu, Mucuri e Prado. Resultado: a ideia é formar uma rede de vigilância capilarizada.

Fazem parte da ação a Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (Abaf), a Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), o Instituto Federal Baiano (IF Baiano), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). Universidades e secretarias municipais de Agricultura e Meio Ambiente também integram o esforço conjunto.

Projeto fitossanitário em execução

A Seagri executa, por meio da Adab, o Projeto Fitossanitário de Prevenção à Monilíase do Cacaueiro. As ações incluem educação fitossanitária, capacitação técnica e monitoramento de rotas de risco. A ficha caiu tarde em outros países produtores, que perderam lavouras inteiras. Na prática, a Bahia tenta evitar o mesmo destino com medidas preventivas.

Quem paga a conta é o morador da região, que depende da lavoura cacaueira para viver. O bicho pegou em nações onde a doença se espalhou sem controle. Agora, a Adab aposta na formação de técnicos multiplicadores para criar barreiras efetivas contra o fungo.

O cronograma inclui visitas a escolas técnicas rurais e comunidades. Técnicos da Ceplac e do Senar vão ministrar treinamentos práticos. A meta é capacitar ao menos um produtor por comunidade para atuar como agente de prevenção.

  • Doença: Monilíase, causada pelo fungo Moniliophthora roreri
  • Culturas afetadas: Cacau e cupuaçu
  • Perda potencial: Até 100% da produção sem controle
  • Período da caravana: 4 a 8 de novembro de 2025
  • Parceiros: Abaf, Bahiater, IF Baiano, Senar, Ceplac

A Bahia é o maior produtor de cacau do Brasil. O estado responde por cerca de 70% da produção nacional. Manter a barreira sanitária contra a monilíase é prioridade para a Seagri. A doença já devastou plantações no Equador, Peru e Colômbia. E aqui mora o problema: uma vez instalada, é quase impossível erradicá-la. O primeiro Centro de Informação em Saúde e Clima do Brasil será implantado na Bahia para apoiar ações de monitoramento.

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Sobre o autor Lúcia L.F

Lúcia L.F. é co-fundadora e Diretora de Parcerias do BahiaBR.com. É uma empreendedora de mídia digital com mais de uma década de experiência, atuando em portais de notícias na Bahia desde 2011.