Os taxistas credenciados pela Prefeitura de Salvador têm até 30 de setembro para realizar a vistoria obrigatória dos veículos. O procedimento, exigido pela Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e realizado anualmente, atesta que os carros cumprem os requisitos de segurança e regulamentação.
Segundo o levantamento mais recente, dos cerca de 7 mil autorizatários, 1.805 já passaram pela inspeção, o que representa aproximadamente 30% da frota. A orientação das autoridades é para que os profissionais não deixem a regularização para a última hora, já que a procura tende a aumentar próximo ao fim do prazo, o que pode causar sobrecarga no sistema e dificultar o agendamento em tempo hábil.
Como funciona a vistoria e quais as penalidades
O processo é coordenado pela Coordenação de Transportes Especiais (Cotae). Neste ano, a novidade é que a vistoria foi descentralizada: ela não é mais realizada diretamente pela Semob, mas por Instituições Técnicas Licenciadas (ITLs) credenciadas pela pasta. Com isso, o taxista pode escolher o dia e o horário para levar o veículo, sem precisar enfrentar filas.
A mudança no modelo de atendimento é destacada por Rafael Sacramento, supervisor da Cotae/Semob. Ele afirma que a descentralização melhora o atendimento, a qualidade da inspeção e o tempo investido no processo, além de reduzir a sobrecarga em um único local. No modelo antigo, quando o serviço era centralizado na Semob, o profissional podia passar o dia todo no pátio para ser atendido, e os vistoriadores realizavam cerca de 100 inspeções por dia.
O taxista que não realizar a vistoria dentro do prazo estará sujeito a uma multa de R$ 194. Caso o veículo seja flagrado em operação sem o procedimento, a penalidade pode chegar a R$ 323,50. Além das multas, os profissionais que não se regularizarem podem estar sujeitos a notificações e outras penalidades.
Para evitar transtornos, a recomendação é que os taxistas procurem uma das ITLs credenciadas pela Semob o quanto antes e garantam a inspeção dentro do calendário estabelecido.