A Prefeitura de Salvador realizou, nesta sexta-feira (25), o plantio de 21 árvores na região da Barroquinha e da Baixa dos Sapateiros, como parte de uma estratégia de ampliação da arborização e de revitalização urbana do Centro da cidade. As mudas são de espécies da Mata Atlântica.
A ação envolveu as secretarias municipais de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis) e de Desenvolvimento Urbano (Sedur), além da Fundação Gregório de Mattos (FGM). Do total plantado, sete árvores foram colocadas no Terminal Aquidabã e outras 14 no Terminal da Barroquinha.
Espécies escolhidas e prazo de floração
Segundo o diretor do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam), João Resh, foram selecionadas espécies da Mata Atlântica adequadas à proposta de arborização da área, entre elas sibipirunas, ipês-roxos e ipês-rosas, além de pau-brasil.
“Devido ao plantio de mudas de maior porte, em torno de dois metros de altura, a previsão é que comecem a florescer por volta de três a cinco anos”, disse o diretor.
O titular da Secis, Ivan Euler, afirmou que a arborização integra uma estratégia mais ampla para tornar diferentes regiões da cidade mais agradáveis e estimular a ocupação dos espaços públicos. De acordo com o secretário, Salvador já ultrapassou a marca de 15 mil árvores plantadas no município, e a previsão é de que, em até dois anos, as árvores plantadas nesta ação estejam com a copa formada, garantindo sombra para a população.
Restauração de fachadas na Rua do Couro
Paralelamente ao plantio, a Prefeitura avança com o Programa de Restauração de Fachadas na Baixa dos Sapateiros e Barroquinha. Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Sosthenes Macêdo, a primeira etapa contempla a tradicional Rua do Couro, conhecida pelo comércio de artigos regionais manufaturados.
O titular da Sedur explicou que os trabalhos vão abranger toda a extensão da Baixa dos Sapateiros até o Aquidabã e que, neste primeiro momento, a intervenção inclui a pintura das fachadas além do plantio. De acordo com Sosthenes, a requalificação não se limita às intervenções urbanísticas: a região também recebe ações voltadas ao fortalecimento econômico e cultural, com medidas da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico para atrair novos atores e soerguer a economia local.
Cultura e ocupação da região
Para o presidente da Fundação Gregório de Mattos, Fernando Guerreiro, a transformação da Barroquinha passa pela integração entre intervenções urbanas, sustentabilidade e atividades culturais. Ele citou a ocupação chamada “O Couro Comeu”, a partir da qual um café-teatro começou a atrair pessoas para a região.
Guerreiro afirmou que a expectativa é ampliar a movimentação de moradores e visitantes e mencionou a ideia de transformar o Terminal da Barroquinha em um centro de chegada de ônibus de turismo. O dirigente antecipou ainda que uma exposição de arte está prevista para ocupar toda a extensão da Rua do Couro no mês de outubro.