A Operação Integrada Brincar com Fogos já apreendeu 14.500 unidades de fogos de artifício irregulares na Bahia. A ação, que segue até quarta-feira (3), resultou na condução de um homem de 49 anos por peculato, nesta segunda-feira (1º), em Santo Antônio de Jesus. A ocorrência foi coordenada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
No galpão onde os artefatos eram fabricados de forma clandestina, equipes da Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados (CFPC) da Polícia Civil da Bahia encontraram livros escolares de diversos municípios baianos, datados de 2025. Segundo a polícia, o material era possivelmente usado na embalagem dos fogos. Todo o material apreendido foi apresentado na 1ª Delegacia Territorial (DT/Santo Antônio de Jesus).
Força-tarefa inédita reúne nove órgãos
Pela primeira vez, a operação integra nove instituições. Além da Polícia Civil e do MPT, participam o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Departamento de Polícia Técnica (DPT), o Exército Brasileiro (EB), o Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro), o Procon, o Conselho Regional de Química (CRQ), a Polícia Militar da Bahia (PMBA) e a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz).
O homem localizado no galpão foi conduzido por peculato. A polícia investiga a origem dos livros escolares encontrados no local. O fato é que a fabricação clandestina de fogos coloca em risco não só os trabalhadores, mas toda a comunidade.
Como regularizar o comércio de fogos
A Polícia Civil da Bahia, por meio da CFPC, realiza fiscalizações e ações educativas sobre o uso seguro de fogos de artifício durante o período junino. Para regularizar a atividade, os comerciantes devem realizar cadastro pelo e-mail: fisprocem.cfpc@pcivil.ba.gov.br.
Na prática, quem paga a conta é o morador que compra produtos sem procedência. A ficha caiu tarde para quem arriscou a segurança alheia. A operação segue até quarta-feira (3) em outros municípios baianos.