O Museu Geológico da Bahia (MGB) reabre no dia 12 de novembro a Sala de Rochas Ornamentais da Bahia, com mais de 60 peças e recursos de tecnologia e interatividade. O espaço fica na Avenida Sete de Setembro, nº 2.195, no Corredor da Vitória, em Salvador.
A informação foi divulgada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), à qual o museu é vinculado. A nova sala apresenta a variedade de rochas ornamentais encontradas no estado, incluindo materiais de relevância comercial como Azul Bahia, Bege Bahia, Azul Boquira e Azul Macaúbas.
O acervo é acompanhado de informações sobre classificações geológicas, denominações comerciais, empresas produtoras, municípios de origem e indicação de uso e aplicação das rochas. A proposta é ampliar o conhecimento sobre o patrimônio geológico e sobre a cadeia produtiva do setor, da extração ao beneficiamento.
Recursos digitais e visita virtual
A experiência dos visitantes está associada ao ExpoGeo Virtual, projeto voltado à popularização das geociências por meio de recursos digitais e interativos. Estão previstos óculos de realidade virtual, recursos audiovisuais e uma caixa de areia com realidade aumentada.
O espaço também busca conectar as amostras expostas às ocorrências naturais das rochas no território baiano. Segundo a coordenadora técnica do MGB, Elizandra Pinheiro, a exposição funciona como um showroom das rochas ornamentais do estado, com amostras produzidas em diversos municípios.
A sala contempla ainda maquetes sobre a origem e a formação das rochas, uma representação da cadeia produtiva do Bege Bahia e uma visita virtual que percorre as etapas de extração e beneficiamento do mármore Bege Bahia. Um mapa interativo e outros equipamentos tecnológicos completam a estrutura.
Parcerias e financiamento
O projeto tem financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio de concorrência pública via edital, e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Conta com a colaboração do grupo de pesquisa Geologar e o apoio da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), esta última por meio do projeto Geologar e do ExpoGeo Virtual.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, João Carlos Oliveira, a iniciativa reforça o papel do museu na valorização das riquezas minerais do estado e na aproximação entre ciência e sociedade. “Ao unir conhecimento científico, cultura e tecnologia, fortalecemos a divulgação desse patrimônio e ampliamos o acesso da sociedade às geociências”, afirma.