Em resumo
  • Plataforma Pode Falar, de acolhimento em saúde mental para jovens de 13 a 24 anos, chega ao aplicativo Meu SUS Digital.
  • Serviço funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h, com atendimento anônimo via chatbot e encaminhamento humano.
  • Ministério da Saúde espera saltar de 1,1 mil para cerca de 11 mil atendimentos mensais com o novo canal.
pessoa usando celular
Foto de Jonas Leupe na Unsplash

Pessoas entre 13 e 24 anos agora encontram um canal de acolhimento e orientação em saúde mental dentro do aplicativo Meu SUS Digital. A plataforma Pode Falar, que já existia como serviço independente, passou a ser acessível diretamente pelo app do Sistema Único de Saúde, disponível para download na App Store e no Google Play.

Segundo o Ministério da Saúde, a inclusão do serviço no aplicativo tem um objetivo numérico claro: ampliar o alcance atual. Hoje, o Pode Falar realiza uma média de 1,1 mil atendimentos por mês. Com o acesso facilitado pelo Meu SUS Digital, a pasta estima alcançar cerca de 11 mil atendimentos mensais — um salto de dez vezes sobre o volume atual.

A plataforma funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h, no horário de Brasília. O atendimento pode ser anônimo, se o usuário preferir. O primeiro contato é feito por um chatbot, que também disponibiliza conteúdos simples sobre saúde mental para ajudar o jovem a compreender suas emoções. Quando o usuário demonstra desejo ou o sistema identifica necessidade de apoio mais direto, a conversa é encaminhada para atendimento humano.

O projeto é fruto de uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com o objetivo de fortalecer o cuidado em saúde mental dentro do SUS.

Como acessar o Pode Falar

Para usar o serviço, basta abrir o aplicativo Meu SUS Digital e selecionar a opção “Pode Falar”, que fica na área de miniaplicativos. Não há necessidade de agendamento prévio.

Prioridade para casos de risco

O serviço conta com um mecanismo de triagem por inteligência artificial. A ferramenta analisa as mensagens dos usuários que aguardam atendimento e, ao detectar indícios de risco elevado, envia um alerta imediato à equipe, garantindo prioridade para esses casos.

Os teleatendimentos são realizados por estudantes de graduação e pós-graduação de áreas como psicologia, medicina e educação. Eles atuam sob supervisão de professores, recebem formação contínua e seguem protocolos específicos para cada situação apresentada, de acordo com o ministério.

Quando buscar atendimento presencial

A pasta reforça que o canal digital não substitui o cuidado presencial. Em situações de sofrimento psíquico persistente, que prejudique a rotina, os estudos, o trabalho ou as relações, ou em momentos de crise, a recomendação é buscar atendimento presencial.

“O SUS oferece cuidado integral para todas as faixas etárias, organizado de acordo com as necessidades e a condição clínica de cada paciente. A assistência começa na atenção primária à saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Quando necessário, o paciente é encaminhado para a atenção especializada, com continuidade do cuidado”, destacou o ministério.

Em nota, a pasta também destacou o papel do novo canal: “A plataforma oferece um espaço seguro de escuta e orientação e contribui para reduzir barreiras de acesso, especialmente entre pessoas que ainda não procuraram atendimento presencial”.

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Sobre o autor Lúcia L.F

Lúcia L.F. é co-fundadora e Diretora de Parcerias do BahiaBR.com. É uma empreendedora de mídia digital com mais de uma década de experiência, atuando em portais de notícias na Bahia desde 2011.