A Bahia ostenta o posto de segundo maior produtor de algodão do Brasil e em qualidade fica na primeira colocação, com cerca de 400 mil hectares de plantio. Em 2025, o estado cultivou 2 milhões de hectares de soja e 160 mil hectares de milho. No Oeste baiano, Santa Rita de Cássia tornou-se o município com o maior rebanho bovino – 210 mil cabeças de gado. Os números, divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), refletem a valorização do agronegócio durante a gestão do governador Jerônimo Rodrigues.
O diretor-geral da ADAB, Paulo Sérgio Luz, comemora os quantitativos e revela que, a cada dez uvas consumidas à mesa dos brasileiros, nove foram cultivadas no Vale do São Francisco. “A produção naquela região se expandiu a tal ponto que, em Casa Nova, por exemplo, é difícil encontrar trabalhadores para colher as uvas. Falta mão de obra”, explica o gestor. A reformulação dos processos de governança da ADAB, nos três últimos anos, levou à otimização das fiscalizações e ao aumento do cumprimento de normas por parte dos produtores rurais.
Certificação ISO 9001:2015 eleva padrão de qualidade
Recentemente, a Agência obteve reconhecimento internacional, ao receber a certificação ISO 9001:2015, chancelada pela ABS Quality Evaluations. A autarquia é a primeira no país a atingir esse status. “Há 4 anos, não conseguiríamos essa ISO. Nossa modernização foi fundamental para isso”, avalia Paulo Sérgio Luz. Em 2023, ele recorda, em auditoria feita pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para liberar a Bahia da vacina da febre aftosa, a nota foi 2,8. Depois que o governador autorizou as solicitações do Mapa, a avaliação saltou para 9,7, a maior graduação do Brasil.
Para ser içada à certificação, a ADAB teve que atender a um rol de exigências. Os blocos de papel em três vias e carbono que os fiscais utilizavam nas inspeções ficaram no passado. Foram adquiridos 250 tabletes, 50 notebooks e 600 computadores. Houve renovação da frota de veículos; concurso público com vagas para 80 agrônomos, 80 engenheiros agrônomos e 40 técnicos em Agronomia; nova plataforma para processos administrativos; reforma de postos e escritórios.
Padronização beneficia pequenos produtores
A coordenadora de Desenvolvimento Institucional da ADAB, Ivana Ramacioti, explica que a ISO está ‘atenta’ às especificidades dos 27 territórios baianos. “O que fazemos é promover qualificação, com o procedimento feito da mesma maneira, seja no Extremo Sul, Extremo Norte ou no Extremo Oeste do estado. Dessa forma, pequenos produtores conseguem elevar o nível de competitividade”, analisa. Ela ressalta que, quando se oferece o mesmo serviço ao grande e ao pequeno produtor, este último entende o quão possível é crescer.
A assessora chefe de Planejamento Estratégico da ADAB, Tâmara Teles, que atuou na linha de frente para a obtenção da premiação, afirma: “Ao elevar a qualidade e a eficiência dos serviços de defesa agropecuária, a certificação ISO 9001 da ADAB fortalece o pequeno produtor, amplia a segurança alimentar, promove desenvolvimento regional e contribui para a redução das desigualdades sociais na Bahia”. Na prática, as desigualdades sociais são mitigadas com o fortalecimento da agricultura familiar e geração de oportunidades de crescimento econômico.
Menor índice de desigualdade social da história
Pesquisa recente do IBGE revela que a Bahia alcançou, em 2025, o menor índice de desigualdade social já registrado na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC). O Índice de Gini da renda domiciliar caiu de 0,470 para 0,466, consolidando, durante a gestão de Jerônimo, a maior redução da desigualdade no estado nos últimos anos. A presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Ana Elisa Almeida, comemora a ISO 9001:2015. “A conquista representa um marco, não apenas para a defesa agropecuária da Bahia, mas também para todo o sistema agropecuário brasileiro”, assegura.