O Banco de Olhos da Bahia completou 20 anos neste mês de maio. Localizado no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), o serviço realizou cerca de oito mil transplantes de córnea no estado ao longo de duas décadas. O número representa um marco na saúde pública baiana.
Responsável pela captação, avaliação, armazenamento e distribuição das córneas, o banco atua como ponte entre a doação e o transplante. A oftalmologista Leila Bulhões, coordenadora da unidade, explica o fluxo do trabalho. “Após a autorização familiar, a equipe realiza a captação seguindo critérios técnicos e de segurança. Em seguida, o tecido passa por avaliação e armazenamento até ser encaminhado aos hospitais habilitados”.
O trabalho não para na técnica. A equipe também investe em sensibilização junto às famílias e profissionais de saúde. A marca de 20 anos celebra não apenas a história do serviço, mas também o compromisso das equipes multiprofissionais, dos doadores e de suas famílias. O objetivo é fortalecer a rede estadual de transplantes e ampliar o acesso ao procedimento.
Fila de espera por transplante de córnea na Bahia
Atualmente, mais de 1.700 pessoas aguardam na fila por um transplante de córnea no estado. O número acende um alerta. Quem doa pode transformar vidas — o problema é que a fila ainda é longa. A conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos continua sendo o maior desafio.
O serviço do HGRS se consolidou como referência na Bahia. Resultado: milhares de pacientes tiveram a visão devolvida e a qualidade de vida recuperada. O Banco de Olhos da Bahia prova que, quando o sistema funciona, quem paga a conta é o morador — que volta a enxergar.