Crianças da rede pública municipal de ensino de Lauro de Freitas, com idades entre seis e 12 anos, lançaram livros escritos por elas próprias durante uma mostra de arte e literatura realizada na última quinta-feira (29/10), no Parque Shopping Bahia. O evento reuniu alunos, familiares, educadores e representantes de instituições culturais em uma programação voltada à produção artística e literária infantil.
A iniciativa foi promovida pela Academia de Letras e Artes de Lauro de Freitas (ALALF), com o apoio da Prefeitura de Lauro de Freitas, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED). Entre os participantes estavam estudantes da Escola Municipal Tia Lúcia e do Colégio Social de Portão (IESP), que apresentaram suas obras e relataram como foi o processo de criação literária.
Protagonismo infantil na escrita
Presente ao evento, a secretária municipal de Educação, Tamires Andrade, afirmou que a mostra reconhece o protagonismo dos estudantes e estimula a produção autoral desde a infância. Segundo ela, os alunos transformam em livros os conhecimentos adquiridos em sala de aula.
“Ver essas histórias ganhando vida em forma de livros é motivo de orgulho para toda a nossa rede municipal de ensino”, ressaltou a secretária.
Um dos destaques da mostra foi Sophia da Silva Rios, de 11 anos, estudante do 5º ano da Escola Municipal Tia Lúcia. Ela escreveu e ilustrou o próprio livro, inspirado em uma lembrança da infância.
Segundo a jovem escritora, a história surgiu de uma lembrança de quando tinha sete anos e cursava o primeiro ano. Ela contou que levou cerca de nove dias para escrever a obra e que também fez as ilustrações. Sophia disse estar feliz por participar do momento e ver sua história se transformar em um livro.
Curadoria e ampliação de espaços
À frente da curadoria da mostra, a presidente da Academia de Cultura e Artes de Ipitanga (ACAI), Josy Luz, defendeu a ampliação dos espaços de participação das crianças no universo literário. De acordo com ela, é preciso incentivar os estudantes a descobrir o valor da literatura e a compreender que também podem ocupar esses espaços.
Josy Luz afirmou que a academia nasceu com o propósito de ampliar oportunidades, valorizar novos talentos e formar futuras gerações de escritores e acadêmicos. Para ela, o reconhecimento dado na mostra é um primeiro passo para despertar o gosto pelos livros, e a intenção é levar a iniciativa a cada vez mais escolas.

A programação reforçou a aproximação entre instituições culturais e o ambiente escolar, oferecendo às crianças experiências de aprendizagem para além da sala de aula. A mostra também buscou estimular a imaginação, a criatividade e o interesse pela leitura e pela escrita.