✦ Resumo

Começa nesta quarta (15) a temporada de observação de baleias jubarte em Salvador, com ponto fixo no Farol da Barra para turistas e pesquisadores acompanharem a migração dos animais.

Ponto de observação de baleias jubarte no Farol da Barra, em Salvador, com pesquisadores e binóculos
Foto: Enrico Marcovaldi / Projeto Baleia Jubarte

A temporada de observação de baleias jubarte em Salvador começa nesta quarta-feira (15) com a abertura do Ponto Fixo de Observação do Projeto Baleia Jubarte, instalado no Museu Náutico da Bahia, no Farol da Barra. A iniciativa permite que soteropolitanos e turistas acompanhem a passagem dos animais pelo litoral baiano durante o período de migração, unindo pesquisa científica, educação ambiental e turismo.

O espaço funciona diariamente como base para o monitoramento das baleias e de outros cetáceos. Pesquisadores e estagiários do Projeto Baleia Jubarte atuam em parceria com a Marinha do Brasil. A localização privilegiada do Farol da Barra, na entrada da Baía de Todos-os-Santos, favorece a observação dos animais durante a temporada.

Como funciona o ponto de observação no Farol da Barra

As atividades acontecem das 9h às 17h30, durante o horário de funcionamento do Museu Náutico da Bahia. Segundo o coordenador-geral da Base Salvador do Projeto Baleia Jubarte, Gustavo Rodamilans, basta adquirir o ingresso do museu para participar de toda a programação. “O público pode participar das atividades adquirindo apenas o ingresso de entrada. A partir daí, não há custo adicional para visitar a exposição ou acompanhar o monitoramento junto com a nossa equipe, utilizando os binóculos disponibilizados para observar e procurar as baleias no mar”, afirma Rodamilans.

Além do ponto de observação, o Museu Náutico da Bahia recebe, até 11 de outubro, a exposição Salvador das Baleias, realizada com apoio da Prefeitura de Salvador. A mostra apresenta a relação histórica da cidade com esses animais, desde o período da caça às baleias na época colonial até temas como a biologia da espécie, seu comportamento, a conservação marinha e o turismo de observação.

Números da temporada e impacto educativo

Em 2025, foram cerca de 1,4 mil avistamentos de baleias jubarte a partir do Farol da Barra. No mesmo período, mais de 80 mil pessoas visitaram a exposição Salvador das Baleias, mais de 10 mil acompanharam a observação dos animais com a equipe do projeto e 103 escolas participaram das atividades educativas. “A ideia é ampliar esses resultados e seguir promovendo a conservação marinha, utilizando a baleia como espécie guarda-chuva para sensibilizar o público sobre a importância da proteção dos oceanos”, acrescenta Rodamilans.

O coordenador enfatiza que a iniciativa é viabilizada por meio de parcerias com o Museu Náutico da Bahia, a Marinha do Brasil e a Prefeitura de Salvador. Segundo ele, além das atividades desenvolvidas no museu, o projeto realiza ações de educação ambiental em escolas da rede municipal, levando conhecimento sobre conservação marinha a estudantes da capital baiana.

Turismo e conscientização ambiental

Para o secretário municipal de Cultura e Turismo, Alexandre Reis, a temporada reforça Salvador como destino de turismo de experiência. “O início da temporada de baleias é um dos momentos mais simbólicos do calendário turístico de Salvador. É quando a natureza nos presenteia com um espetáculo único, capaz de encantar moradores e visitantes de todas as partes do mundo. Esse período amplia o tempo de permanência dos turistas na cidade, movimenta a economia e reforça Salvador como um destino que reúne patrimônio histórico, cultura, gastronomia e uma das maiores riquezas naturais do planeta”, aponta o secretário.

Já a secretária municipal do Mar, Maria Eduarda Lomanto, pontua que a temporada também contribui para fortalecer a conscientização ambiental. “A temporada fortalece atividades como o turismo náutico e a observação responsável da vida marinha, ao mesmo tempo em que aproxima as pessoas do mar e amplia a consciência sobre a necessidade de cuidar dos nossos ecossistemas. É uma oportunidade de mostrar que desenvolvimento econômico e conservação ambiental podem caminhar juntos, tendo o mar como protagonista”, afirma a secretária.

Criado há mais de 35 anos, o Projeto Baleia Jubarte desenvolve pesquisas científicas, ações de conservação marinha, educação ambiental e incentivo ao turismo responsável. Atualmente, possui sedes na Praia do Forte e em Caravelas, na Bahia, além de Vitória (ES) e Ilhabela (SP).

O público pode participar das atividades adquirindo apenas o ingresso de entrada.

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Sobre o autor Lúcia L.F

Lúcia L.F. é co-fundadora e Diretora de Parcerias do BahiaBR.com. É uma empreendedora de mídia digital com mais de uma década de experiência, atuando em portais de notícias na Bahia desde 2011.