Em resumo
  • A Prefeitura de Salvador investiu R$ 1,8 bilhão em cultura nos últimos cinco anos, sendo R$ 1,3 bilhão em programas de fomento.
  • Do total, R$ 415,3 milhões foram aplicados em obras e equipamentos e R$ 15,4 milhões na preservação do patrimônio.
  • A rede cultural foi ampliada com espaços como a Casa de Espetáculos Letieres Leite, no Comércio, e o Teatro Vila Velha requalificado, no Centro.
Salvador investe R$ 1,8 bilhão em cultura e amplia rede de equipamentos na cidade
Fotos: Igor Santos / Secom PMS

A Prefeitura de Salvador investiu R$ 1,8 bilhão em cultura nos últimos cinco anos. O montante contempla obras e requalificação de equipamentos, preservação do patrimônio histórico e programas de fomento à produção artística, segundo informou o órgão municipal.

Do total aplicado, a maior parcela, de R$ 1,3 bilhão, foi destinada a programas de fomento. Outros R$ 415,3 milhões foram aplicados em obras e equipamentos, enquanto R$ 15,4 milhões foram destinados à preservação do patrimônio.

Os recursos contribuíram para ampliar a rede cultural da cidade, com espaços voltados à música, memória, artes, fotografia, patrimônio e cultura afro-brasileira. Entre os investimentos mais recentes estão a inauguração da Casa de Espetáculos Letieres Leite, no Comércio, e a requalificação do Teatro Vila Velha, equipamento histórico situado no Centro da cidade, que voltou a receber atividades com estrutura renovada.

Rede cultural vai além dos espaços recém-inaugurados

A expansão não se resume aos espaços recém-inaugurados ou reformados. Nos últimos anos, a Prefeitura também criou equipamentos como a Cidade da Música da Bahia, a Casa das Histórias de Salvador, o Arquivo Municipal, a Galeria Mercado, a Casa do Carnaval, o Memorial 2 de Julho, a Casa do Rio Vermelho e os espaços Pierre Verger e Carybé, além do Memorial das Baianas e do Espaço Cultural da Barroquinha.

A variedade dos espaços acompanha a diversidade cultural de Salvador. A Cidade da Música da Bahia é voltada à história dos ritmos produzidos na cidade e no estado. A Casa do Rio Vermelho preserva a memória e o acervo de Jorge Amado e Zélia Amado. O Espaço Pierre Verger é dedicado à fotografia, e o Espaço Carybé apresenta a obra do artista em uma experiência interativa.

Na região central, a Casa das Histórias de Salvador funciona como espaço de interpretação do patrimônio cultural da cidade, e o Arquivo Público Municipal reúne mais de 5 milhões de documentos históricos.

Descentralização alcança bairros mais distantes do centro

A rede também alcança áreas historicamente menos atendidas por equipamentos culturais. Os espaços Boca de Brasa, instalados em comunidades de bairros mais distantes do centro, como Vista Alegre, Valéria e Cajazeiras, foram pensados para aproximar a produção cultural dos territórios, segundo Chicco Assis, diretor de Cidadania Cultural da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult).

Além do Boca de Brasa, a política cultural inclui iniciativas como o SalCine, voltado ao audiovisual, o Mulheres Negras em Movimento e o Novembro Salvador Capital Afro, além de ações de preservação do patrimônio histórico e cultural. A Senzala do Barro Preto, sede do Ilê Aiyê, no Curuzu, também está em processo de requalificação.

Para o diretor de Cidadania Cultural, o desafio dos próximos anos será continuar levando investimentos para regiões que ainda não contam com estruturas culturais adequadas. Salvador tem 171 bairros, divididos administrativamente em dez Prefeituras-Bairro.

“A descentralização dos equipamentos e de outras políticas culturais é essencial para romper com a exclusão social que atinge a população dos bairros afastados do centro”, afirmou Chicco Assis.

Equipamentos integram cadeia produtiva da cultura

O diretor de Cidadania Cultural pontuou que os equipamentos culturais têm uma função que vai além de receber apresentações e exposições. Segundo o gestor, eles integram a cadeia produtiva da cultura e também cumprem funções de preservação, formação e convivência.

Para o secretário de Cultura e Turismo de Salvador, Alexandre Reis, a estratégia da gestão municipal também possibilitou condições para a produção artística, preservação da memória da cidade e ampliação de oportunidades para novos talentos. Ele citou a entrega da Casa de Espetáculos Letieres Leite, no Comércio, e a requalificação do Teatro Vila Velha como exemplos concretos dessa ampliação.

Segundo o secretário, os dois equipamentos têm características diferentes, mas cumprem uma mesma missão de ampliar as possibilidades de criação, circulação e acesso à cultura. No caso do Vila Velha, afirmou que a cidade recebe de volta um patrimônio cultural com estrutura renovada, mais acessível, segura e preparada para receber a produção artística contemporânea.

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Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.