O Programa Vida Nova, criado pela Prefeitura de Salvador há um ano e meio, já soma 254.283 visitas domiciliares a famílias em situação de extrema pobreza na capital baiana. O balanço, divulgado pela Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), mostra que os Agentes de Desenvolvimento Social Vida Nova (ADSs) atuam na busca ativa e no acompanhamento contínuo das comunidades mais vulneráveis.
As visitas presenciais acontecem nas áreas de abrangência dos 28 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do município. Durante as abordagens, os agentes atualizam ou cadastram famílias no Cadastro Único (CadÚnico), além de identificar demandas como matrícula de crianças na rede municipal, atendimentos de saúde, condições de moradia, empregabilidade e geração de renda. O crescimento foi gradativo: 65.036 visitas em 2024, 143.389 em 2025 e 46.211 nos primeiros meses de 2026.
Agentes em campo e atuação multidisciplinar
Segundo o secretário da Sempre, Júnior Magalhães, o Vida Nova conta com mais de 300 agentes espalhados por diversos territórios da cidade. “Eles realizam a busca ativa e o acompanhamento de famílias em situação de extrema vulnerabilidade. O trabalho deles tem como foco inicial as visitas domiciliares e o cumprimento das diretrizes do Cadastro Único, mas também contempla uma atuação multidisciplinar junto às famílias”, afirmou.
O gestor explicou que os agentes garantem acesso a direitos, promovem autonomia e fazem encaminhamentos para benefícios socioassistenciais. Também atuam na inclusão em programas de qualificação profissional, empregabilidade, acompanhamento escolar e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Atualmente, cada profissional acompanha, em média, entre 10 e 15 famílias. O crescimento dos números demonstra a efetividade da estratégia baseada em políticas públicas integradas, completou Magalhães.
Projeto de lei quer tornar programa permanente
Em maio, a Prefeitura encaminhou à Câmara Municipal de Salvador o Projeto de Lei nº 153/2026, que propõe transformar o Vida Nova em política pública permanente. A iniciativa reúne 25 ações integradas nas áreas de assistência social, saúde, educação, habitação, segurança alimentar e empregabilidade. O foco inicial é alcançar 3,8 mil famílias consideradas as mais pobres da cidade, a partir do cruzamento de dados do CadÚnico, do estado e do município.
“O Vida Nova foi estruturado de forma robusta, reunindo um conjunto de 25 ações integradas de assistência social voltadas às pessoas em extrema pobreza. A iniciativa fortalece o enfrentamento de problemas sociais históricos de Salvador, atuando diretamente em questões relacionadas à renda, moradia, educação e acesso a serviços públicos”, destacou Júnior Magalhães. Resultado: quem paga a conta é o morador, que passa a ter acompanhamento próximo e contínuo.