✦ Resumo

Lula confirma Alckmin como vice em 2026 e critica o alto custo das campanhas, classificando a política como um negócio caro que degrada as instituições.

Reunião do Presidente Lula com os Ministros
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou nesta terça-feira, 31 de março, a primeira reunião ministerial de 2026 e confirmou que o vice-presidente Geraldo Alckmin será novamente seu candidato a vice na próxima eleição. Durante o encontro, que serviu como despedida de ministros que deixarão o governo para disputar as eleições de outubro, Lula fez duras críticas ao financiamento de campanhas, afirmando que a política se transformou em um negócio caro e que a situação atual representa uma degradação de instituições.

Lula foi direto ao ponto. “Hoje, ainda tem muita gente séria, mas a verdade é que em muitos casos a política virou negócio”, disse o presidente. Ele citou um valor específico que circula nos bastidores: 50 milhões de reais. Esse seria o custo mínimo para eleger um deputado federal, segundo relato que ouviu. “E se isso for verdade, nós chegamos ao fim de qualquer seriedade na política brasileira”, completou, em declaração reproduzida pela Agência Brasil.

O presidente não poupou críticas ao sistema. Para ele, todos têm culpa no cartório. A perspectiva de não “criar caso para ninguém” impede as mudanças necessárias. E o resultado é claro. As coisas vão passando e vai piorando e nós chegamos hoje a uma situação de degradação, inclusive de algumas instituições.

Quase metade do ministério deixa o cargo

De acordo com Lula, a mudança no primeiro escalão será significativa. Dos 37 ministros, pelo menos 18 precisarão deixar seus cargos para concorrer às eleições de outubro. O prazo para essa desincompatibilização é 4 de abril, seis meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A exceção fica por conta do próprio Lula e do vice, Geraldo Alckmin, que não precisam renunciar aos mandatos para disputar a reeleição.

Alckmin, que acumulava a função de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, foi confirmado como candidato a vice-presidente na chapa. A saída dele e de outros ministros, no entanto, não abrirá espaço para novas nomeações. Lula foi enfático. Não haverá novos ministros.

Equipe atual assume a missão de finalizar o mandato

As pastas vacantes serão ocupadas por membros da equipe atual. Um exemplo citado pelo presidente foi o do então secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, que assumiu o comando após a saída do ministro Fernando Haddad para concorrer ao governo de São Paulo. A ordem é manter a máquina funcionando.

“Temos confiança na equipe que vocês montaram”, afirmou Lula, dirigindo-se aos ministros. O prazo é curto e a meta é clara. “Não dá para começar a fazer um novo ministério faltando nove meses para terminar o nosso mandato”, disse. A obrigação de quem fica, segundo ele, é concluir os trabalhos até 31 de dezembro sem qualquer paralisia. O tom foi de encerramento de ciclo e de preparação para uma batalha eleitoral que promete ser disputada em meio a fortes críticas ao sistema político.

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Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.