Um homem de 23 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil na quarta-feira (13) sob suspeita de clonar perfis de redes sociais de uma loja de joias em Riachão do Jacuípe. A prisão ocorreu no bairro Caixa D’Água após denúncia de um dos responsáveis pelo estabelecimento comercial. O caso expõe uma modalidade de crime digital que mistura falsidade ideológica com extorsão.
Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia Territorial (DT/Riachão do Jacuípe), o suspeito criava perfis falsos da loja e, em seguida, exigia pagamento para removê-los. Quem paga a conta é o morador ou comerciante que cai na armadilha. A ficha caiu tarde para a vítima, que percebeu o golpe e acionou a polícia.
Diligências foram realizadas até que o investigado foi localizado em uma residência no município. No momento da abordagem, os policiais ligaram para o número usado na prática criminosa. O celular do suspeito tocou. Imediatamente, foi dada voz de prisão em flagrante.
Esquema de extorsão digital exposto
O crime não se limitou à clonagem de perfis. De acordo com a Polícia Civil da Bahia, o suspeito exigia pagamento como condição para excluir as contas falsas. Na prática, ele usava a reputação da loja como refém. Resultado: o estabelecimento enfrentou prejuízos de imagem e possíveis perdas financeiras.
A ação foi coordenada pela Delegacia Territorial (DT/Riachão do Jacuípe). O homem foi encaminhado à unidade policial, onde foram adotadas as medidas cabíveis. Ele permanece à disposição da Justiça.
O caso serve de alerta para comerciantes e consumidores. Clonar perfis para chantagear virou negócio — e quem paga a conta é sempre a vítima. A polícia recomenda verificar a autenticidade de contas comerciais e denunciar qualquer suspeita imediatamente.
Como evitar cair em golpes de perfis falsos
- Verifique o selo de verificação oficial nas redes sociais
- Desconfie de perfis com poucos seguidores ou fotos genéricas
- Nunca faça pagamentos para remoção de conteúdo
- Denuncie perfis suspeitos à plataforma e à polícia
Traduzindo: a segurança digital começa com um clique consciente. O caso de Riachão do Jacuípe mostra que, sem vigilância, o bicho pega.