Os hotéis de Salvador fecharam o primeiro semestre de 2026 com a diária média 9,2% maior do que a registrada no mesmo período de 2025, alcançando o melhor resultado para o intervalo dos últimos anos. A valorização elevou a estimativa de receita dos meios de hospedagem para cerca de R$ 1,2 bilhão, um aumento de 8,3% em relação ao montante injetado na economia da cidade entre janeiro e junho do ano anterior.
Os dados são do Observatório do Turismo de Salvador, vinculado à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). O desempenho consolida uma tendência de crescimento observada pelo setor nos últimos quatro anos.
Diárias acima de R$ 499 em todos os meses
Em todos os meses do primeiro semestre de 2026, a diária média ficou acima de R$ 499. O maior resultado foi registrado em janeiro, quando o valor ultrapassou R$ 713, uma alta de aproximadamente 11% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Com exceção de março, os demais meses também apresentaram diárias médias superiores às de 2025.
O desempenho da hotelaria ocorreu em um semestre no qual o fluxo turístico estimado de Salvador chegou a 4,7 milhões de visitantes. O resultado é o segundo melhor dos últimos sete anos e supera os indicadores registrados em 2023 e 2024.
Receita e ocupação
No segundo trimestre, a estimativa de receita dos meios de hospedagem chegou a R$ 451,4 milhões, ficando 5,8% acima do mesmo período do ano anterior. Em volume de hospedagens, os hotéis da capital registraram 1.890.649 diárias vendidas no primeiro semestre, a segunda vez nos últimos sete anos em que Salvador ultrapassa a marca de 1,8 milhão de diárias vendidas entre janeiro e junho.
A taxa média de ocupação também permaneceu em patamar elevado. Pelo terceiro ano consecutivo, o indicador ficou acima de 61%, garantindo o segundo melhor resultado dos últimos 13 anos. Janeiro e maio foram os destaques do semestre, com taxas de ocupação 1,1% e 3,9% superiores às registradas nos mesmos meses de 2025, respectivamente.
Os dados também ajudam a dimensionar a importância econômica do turismo para a capital baiana. Considerando os gastos dos visitantes em diferentes atividades e serviços, a receita turística total estimada para o primeiro semestre chegou a R$ 10,5 bilhões, a segunda maior marca da série histórica iniciada em 2014.
O secretário de Cultura e Turismo de Salvador, Alexandre Reis, afirma que os números consolidam a cidade como um dos destinos mais desejados e estruturados do país.
“Este resultado histórico de R$ 1,2 bilhão em receita estimada reflete não apenas o fortalecimento da nossa hotelaria, mas o sucesso de uma estratégia contínua de promoção de Salvador, atração de novos voos e investimentos robustos em infraestrutura urbana e eventos.”
Reis acrescentou que o turismo é o principal motor da economia local e que o crescimento se traduz em mais emprego, renda e oportunidades para os soteropolitanos.