Em resumo
  • Um mês após a instalação, as boias de proteção do Porto da Barra não registraram invasões de embarcações, segundo a Guarda Civil Municipal.
  • O projeto-piloto da Prefeitura de Salvador, aprovado pela Marinha, delimitou uma área de banho de 90 metros a partir da areia, com investimento de R$ 450 mil.
  • Banhistas e turistas aprovaram a medida, enquanto comerciantes pedem ajustes no tamanho das boias.
Boias no Porto da Barra completam um mês sem invasões registradas pela GCM
Fotos: Jefferson Peixoto / Secom PMS

Um mês depois da instalação das boias de proteção no Porto da Barra, a Guarda Civil Municipal (GCM) não registrou invasões de embarcações no espaço protegido. A área de banho delimitada por boias amarelas, que se estende por 90 metros a partir da faixa de areia, restringe a circulação de embarcações motorizadas e já altera a rotina de banhistas, moradores e turistas na praia.

A iniciativa é da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (Semar), e integra um projeto-piloto aprovado pela Marinha do Brasil. O investimento foi de R$ 450 mil, incluindo a aquisição dos equipamentos, o transporte, a instalação e a sinalização.

O monitoramento da área ocorre 24 horas por dia, por meio de câmeras integradas ao trabalho da Capitania dos Portos, segundo o inspetor-geral da GCM, Marcelo Silva. Até o momento, não houve flagrantes de invasão da área restrita, mas foi registrada uma ocorrência envolvendo uma moto aquática.

A ocorrência que foi verificada aconteceu quando um condutor de moto aquática atracou sua embarcação em uma das boias. O fato foi registrado e encaminhado para a Capitania dos Portos

Marcelo Silva também anunciou reforço na fiscalização. Segundo ele, novas câmeras, com maior tecnologia, serão instaladas nos próximos dias para facilitar o trabalho no local.

Avaliação positiva e ressalvas entre frequentadores

A titular da Semar, Duda Lomanto, avaliou positivamente o primeiro mês da iniciativa e destacou a receptividade de moradores e turistas. De acordo com ela, a delimitação contribui para organizar a circulação de embarcações e reduzir os riscos de acidentes.

Frequentador do Porto da Barra, o operador de máquina Jairo Ferreira Lima, de 41 anos, morador de Marechal Rondon, aprovou a medida. Ele contou que já presenciou embarcações ocupando espaços utilizados pelos banhistas, inclusive quando estava acompanhado da filha.

A irmã dele, Jaira Ferreira Lima, também de 41 anos, considerou que a delimitação proporciona mais tranquilidade e defendeu o reforço da fiscalização. Para ela, em muitas praias a presença de embarcações prejudica os banhistas e chega a dificultar a entrada na água.

Visitando Salvador pela primeira vez, o turista italiano Emanuele Macinha, de 36 anos, também aprovou a iniciativa. Ele destacou a importância de respeitar os limites estabelecidos, tanto por parte das embarcações quanto dos banhistas que entram no mar.

Entre os comerciantes, a avaliação incluiu sugestões de melhorias. Proprietário da Barraca do Malhado há dez anos, Ueliton Júnior Barbosa, de 38 anos, reconheceu os benefícios para a segurança, mas acredita que o tamanho das boias interfere na paisagem.

Orientação e possibilidade de ampliação

Duda Lomanto ressaltou que, neste primeiro momento, a Prefeitura prioriza a orientação dos usuários do espaço marítimo. Em casos de descumprimento, a GCM aciona a Capitania dos Portos, responsável pelas providências cabíveis.

A secretária também informou que a experiência poderá servir de referência para intervenções em outras praias da capital. Segundo ela, a ampliação depende da avaliação dos resultados e das características de cada local, sempre com o objetivo de garantir uma convivência segura entre banhistas, pescadores e navegadores.

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Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.