A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) volta ao Cine Teatro Solar Boa Vista, no bairro do Engenho Velho de Brotas, neste domingo, 10 de maio, às 11h. A apresentação faz parte do projeto OSBA Solar, série de concertos matinais que aproxima o público da música de concerto em ambiente intimista. Os ingressos custam R$30 (inteira) e R$15 (meia), à venda pela plataforma Sympla.
A regência será da maestra convidada Natália Larangeira, que comanda a OSBA pela terceira vez. O solista da vez é Gabriel Marcaccini, oboísta da orquestra. O programa reúne três obras: “Ritual, Op. 103”, do baiano Lindembergue Cardoso (1939-1989); o “Concertino para Oboé e Cordas, T. 17”, do gaúcho Brenno Blauth (1931-1993); e a “Sinfonia nº 2”, da polonesa Grażyna Bacewicz (1909-1969).
Diálogo entre estrutura e liberdade
Para Natália Larangeira, o programa traça um diálogo singular. “São obras que partem de formas muito bem definidas, ligadas à tradição clássica, mas que expandem essas estruturas em direções muito diferentes”, afirma a maestra. Ela descreve o concerto como um convite para o público perceber como a música pode ser organizada e transformadora ao mesmo tempo.
A regente destaca ainda a parceria com a OSBA. “Encontro na orquestra um espírito de acolhimento, de respeito e de construção coletiva”, diz. Resultado: o espaço permite desenvolver um trabalho curatorial relevante, com repertórios menos frequentes nos palcos brasileiros, como a sinfonia de Bacewicz.
Oboísta da OSBA sola obra brasileira de projeção internacional
Gabriel Marcaccini interpreta o “Concertino para Oboé e Cordas”, de Brenno Blauth, estruturado em três movimentos. Para o músico, trata-se da obra brasileira para oboé mais tocada e de maior projeção internacional. A ligação com a peça é antiga: ele viu o professor Arcadio Minczuk solar o Concertino com a OSESP em 2011. Desde então, dedicou-se a pesquisar o compositor gaúcho — fez o TCC sobre uma sonata de Blauth e finaliza o mestrado com o mesmo tema.
O fio condutor do programa, segundo a maestra, é o diálogo entre forma e expressão. Cada obra expande a tradição clássica à sua maneira: pela identidade brasileira do Concertino de Blauth, pela atmosfera ritualística da peça de Lindembergue Cardoso e pela energia contrastante da sinfonia de Bacewicz. É um concerto que convida o público a perceber como a música pode ser ao mesmo tempo organizada e profundamente transformadora.
Serviço
- O quê: OSBA Solar – concerto matinal
- Quando: 10 de maio (domingo), às 11h
- Onde: Cine Teatro Solar Boa Vista (Engenho Velho de Brotas)
- Regente: Natália Larangeira
- Solista: Gabriel Marcaccini (oboé)
- Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia) pela Sympla
- Programa: Lindembergue Cardoso – Ritual, Op. 103 (10’); Brenno Blauth – Concertino para Oboé e Cordas (14’); Grażyna Bacewicz – Sinfonia nº 2 (20’)