Agentes percorrem localidades com cronograma definido até abril
Moradores de quatro bairros na divisa de Salvador têm datas específicas para imunizar cães e gatos contra a raiva. Equipes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) iniciaram a ação em São Cristóvão e seguem com visitas programadas até o início de abril. O trabalho antecede a campanha municipal do segundo semestre.
O cronograma estabelece atuação em São Cristóvão nos dias 16 e 17 de março. As equipes vão ao Jardim das Margaridas entre 18 e 24 de março. O Barro Duro, na área do Jardim Campo Verde, recebe a vacinação de 25 a 31 de março. A ação termina em Nova Esperança, nos dias 1º e 2 de abril. Conforme relato enviado ao portal, o bairro de Areia Branca já foi atendido no início do mês.
Meta superada em 2025 reforça estratégia de bloqueio
A chefe do setor de Vigilância e Controle da Raiva Animal da SMS, Danielle Dantas, detalha a ação. “Esta iniciativa de fronteira ocorre anualmente e imuniza, em média, 4 mil animais”, afirma. Ela pede que tutores atualizem a vacina de animais acima de três meses, incluindo o reforço após 30 dias. “A raiva é uma zoonose com quase 100% de letalidade”, alerta.
Dados da SMS mostram que a estratégia se apoia em resultados concretos. A vacinação antirrábica na capital baiana atingiu 102,5% de cobertura em 2025, superando a meta federal. O município aplicou 324.467 doses no ano passado. Durante a campanha oficial de agosto e setembro, 259.724 animais receberam a vacina. O trabalho de rotina do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) imunizou outros 64.743.
Serviço permanente complementa ações de campo
A Prefeitura mantém a vacinação antirrábica em mais de 100 postos de saúde, das 8h às 14h. A lista completa de unidades está disponível no site da SMS. Para informações sobre os próximos locais de vacinação de campo, a população pode consultar as redes sociais da secretaria, seu site oficial ou ligar para (71) 3202-0984.
Moradores aprovam a facilidade do serviço. A dona de casa Anailda Souza, 55 anos, levou seus três animais para vacinar em São Cristóvão. “É uma segurança tanto para os animais quanto para a gente”, disse. A comerciante Lourdes Freitas, 59 anos, também destacou a acessibilidade. “Com essa ação, fica mais simples e todo mundo pode trazer seus animais”, afirmou.
