O Ministério do Esporte (MEsp) firmou um acordo de cooperação técnica para capacitar gratuitamente 10 mil jovens em todo o Brasil, com foco na saúde e no bem-estar de jogadores de e-Sports. A iniciativa, batizada de Programa de Extensão “Saúde e Qualidade de Vida para Jogadores Eletrônicos”, será executada em parceria com o Centro Universitário Santo Agostinho (Unifsa) e visa criar uma rede de apoio multidisciplinar. O projeto oferecerá cursos online estruturados em áreas como nutrição, psicologia, educação física, fisioterapia e medicina, priorizando a participação de mulheres, pessoas negras e pessoas com deficiência.
Segundo informações do ministério, o acordo foi celebrado por meio da Diretoria de e-Sport da Secretaria Nacional de Apostas Esportivas e de Desenvolvimento Econômico do Esporte (Snaede). O secretário nacional da pasta, Giovanni Rocco, afirmou que o objetivo central é formar jovens e fortalecer a saúde mental, estimular atividades físicas, incentivar alimentação saudável e reduzir lesões posturais. “Consagrando-se como uma iniciativa vital para garantir aos jogadores de e-Sports o autocuidado, o controle emocional e a performance cognitiva exigidos para o alto rendimento”, declarou Rocco.
Um marco para o cenário gamer nacional
Para o diretor de e-Sport, Márcio Zuba, a celebração do acordo representa um marco histórico. Zuba destacou o compromisso do MEsp em profissionalizar o setor. “Ao unirmos forças com a expertise da Unifsa, garantimos que o futuro dos nossos talentos seja construído sobre pilares de saúde mental, atividades físicas, ergonomia e nutrição estratégica”, disse. O projeto, portanto, vai muito além do treino digital. Ele mira a base física e psicológica necessária para uma carreira sustentável nos esportes eletrônicos.
A execução ocorrerá sem transferência de recursos financeiros entre as partes. Cabe ao Ministério do Esporte o apoio institucional e o acompanhamento das ações. A implementação técnica fica a cargo da Unifsa, que disponibilizará o ambiente virtual de aprendizagem. A conta do descuido com a saúde no mundo dos e-Sports, muitas vezes alta, agora tem uma resposta institucional que pretende mudar as regras do jogo.
Inclusão e diversidade no centro da estratégia
O programa não se limita ao desempenho. Ele contempla diretrizes claras de inclusão social. A ideia é ampliar a diversidade em um setor que ainda reflete grandes disparidades. Mulheres, pessoas negras e pessoas com deficiência terão prioridade na participação dos cursos. Essa medida busca não apenas cuidar dos talentos existentes, mas também abrir portas para novos públicos.
A ação está alinhada às competências da Snaede e da Diretoria de e-Sport. O resultado esperado é o fortalecimento de todo o ecossistema de esportes eletrônicos no país. A promessa é de um legado que vai da promoção da inclusão digital à geração de subsídios para políticas públicas permanentes no setor. O bicho pegou no mundo dos games, e agora o poder público entrou na partida para garantir que a vitória inclua bem-estar.