✦ Resumo

Novo piso salarial de professores gera comemoração de sindicatos, mas prefeituras criticam impacto bilionário nos orçamentos.

Professora dando aulas as crianças
Imagem ilustrativa gerada por IA

Impacto imediato nos salários e nos orçamentos

O novo piso salarial nacional dos professores, válido a partir de agora, é de R$ 5.130,63 para uma jornada de 40 horas semanais. O valor representa um aumento de 5,4% sobre o piso de 2025. Conforme a medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o reajuste supera a inflação do ano passado, medida pelo INPC, em 1,5 ponto percentual.

Entidade classifica aumento como vitória da mobilização

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) celebrou o anúncio. A presidente da entidade, Fátima Silva, afirmou que o ganho real representa um avanço. Ela citou, no entanto, dados da OCDE que colocam o Brasil entre os países com pior remuneração docente. “A conquista é fruto da mobilização da categoria”, disse Silva em nota. A CNTE informou que o critério de reajuste foi debatido no Fórum Permanente do Piso, com base em previsibilidade e sustentabilidade orçamentária.

Prefeitos apontam custo bilionário e criticam MP

Líderes municipais reagiram ao anúncio. O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, manifestou inconformidade. Segundo ele, o impacto estimado nos cofres municipais chega a R$ 8 bilhões. Ziulkoski criticou a edição da medida provisória. “Essa incoerência fere a lógica da gestão pública responsável”, afirmou. A CNM defende que aumentos reais sejam negociados localmente, dentro das condições fiscais de cada município e dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Frente de grandes cidades também manifesta preocupação

A Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) já havia expressado apreensão. A entidade, que reúne municípios com mais de 80 mil habitantes, enviou um ofício ao Ministério da Educação. Conforme relato da FNP, o documento reforça o compromisso com a valorização dos professores. A federação, no entanto, destaca que mudanças no piso devem considerar a capacidade fiscal dos entes locais. A FNP cobrou da União recursos para custear aumentos que ultrapassem os parâmetros legais atuais.

A medida provisória tem validade imediata e será publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (22). Ela ainda precisa de confirmação pelo Congresso Nacional. Os salários da educação básica são pagos por estados e prefeituras com recursos do Fundeb e complementações da União.

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Sobre o autor Lúcia L.F

Lúcia L.F. é co-fundadora e Diretora de Parcerias do BahiaBR.com. É uma empreendedora de mídia digital com mais de uma década de experiência, atuando em portais de notícias na Bahia desde 2011.