✦ Resumo

Programa federal investe R$ 1,3 milhão em oito escolas de tempo integral da Bahia para oficinas de arte e cultura afro-brasileira e indígena até dezembro.

aluna atleta
Foto: Douglas Amaral/SEC

O governo federal, em parceria com o estado, lançou o Programa Arte e Cultura para fortalecer a educação de tempo integral na Bahia. A iniciativa, que conta com um investimento de R$ 1,3 milhão dos ministérios da Educação (MEC) e da Cultura (MinC) e da Funarte, foi apresentada no Colégio Estadual de Tempo Integral Luiz Viana, em Salvador. O projeto vai atender mais de 16,8 mil estudantes de oito escolas estaduais entre julho e dezembro deste ano, com foco no ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena.

A secretária estadual da Educação, Rowenna Brito, esteve no lançamento e defendeu a união entre as áreas. “Educação e cultura precisam andar de mãos dadas. E é para isso que a educação de tempo integral existe, para tornar a escola viva para nossos estudantes, para que eles aprendam além das salas de aula”, afirmou. O secretário da Cultura, Bruno Monteiro, reforçou a escola como um equipamento cultural essencial. A presidente da Funarte, Maria Marighella, também participou do evento.

Ninguém avisou os estudantes, mas a escola está prestes a virar um palco. Oficinas de teatro, dança, música e artes visuais vão tomar as salas de aula. Rodas de conversa e dinâmicas de grupo completam o pacote.

Quais territórios e escolas serão beneficiados?

O programa não fica só na capital. A ação vai alcançar sete Territórios de Identidade do estado. As atividades começam agora e seguem até o fim do ano. São oito unidades da rede estadual de ensino recebendo a iniciativa na sua primeira etapa.

A diretora do colégio onde o projeto foi lançado, Ana Paula Ramos, já vê o impacto. “Este projeto vai permitir que os estudantes tragam as suas vivências para dentro da unidade escolar, tornando o ensino e o aprendizado ainda mais leves”, disse. A ficha caiu: a cultura que eles trazem de casa ganha valor de currículo.

Qual é o objetivo real do investimento?

O dinheiro federal, R$ 1,3 milhão, tem um destino claro: incentivar a arte dentro da escola integral. A base é a Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena. O programa tira a lei do papel.

O que era para ser um complemento vira o próprio centro da aprendizagem, transformando a rotina de milhares de jovens baianos. O secretário Bruno Monteiro foi direto: “Durante a nossa caminhada, reconhecemos a escola como um equipamento cultural e que a experiência cotidiana nos ensina de forma muito especial”.

O projeto acontece. De julho a dezembro, a conta é uma só: mais cultura, menos evasão. A pergunta que fica é se o modelo vai, de fato, se espalhar por todas as 213 escolas de tempo integral do estado depois dessa fase inicial.

Carregando comentários...

Os comentários para este post foram encerrados (mais de 30 dias).

Encontrou algum erro? Entre em contato
Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.