O governo federal, em parceria com o estado, lançou o Programa Arte e Cultura para fortalecer a educação de tempo integral na Bahia. A iniciativa, que conta com um investimento de R$ 1,3 milhão dos ministérios da Educação (MEC) e da Cultura (MinC) e da Funarte, foi apresentada no Colégio Estadual de Tempo Integral Luiz Viana, em Salvador. O projeto vai atender mais de 16,8 mil estudantes de oito escolas estaduais entre julho e dezembro deste ano, com foco no ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena.
A secretária estadual da Educação, Rowenna Brito, esteve no lançamento e defendeu a união entre as áreas. “Educação e cultura precisam andar de mãos dadas. E é para isso que a educação de tempo integral existe, para tornar a escola viva para nossos estudantes, para que eles aprendam além das salas de aula”, afirmou. O secretário da Cultura, Bruno Monteiro, reforçou a escola como um equipamento cultural essencial. A presidente da Funarte, Maria Marighella, também participou do evento.
Ninguém avisou os estudantes, mas a escola está prestes a virar um palco. Oficinas de teatro, dança, música e artes visuais vão tomar as salas de aula. Rodas de conversa e dinâmicas de grupo completam o pacote.
Quais territórios e escolas serão beneficiados?
O programa não fica só na capital. A ação vai alcançar sete Territórios de Identidade do estado. As atividades começam agora e seguem até o fim do ano. São oito unidades da rede estadual de ensino recebendo a iniciativa na sua primeira etapa.
A diretora do colégio onde o projeto foi lançado, Ana Paula Ramos, já vê o impacto. “Este projeto vai permitir que os estudantes tragam as suas vivências para dentro da unidade escolar, tornando o ensino e o aprendizado ainda mais leves”, disse. A ficha caiu: a cultura que eles trazem de casa ganha valor de currículo.
Qual é o objetivo real do investimento?
O dinheiro federal, R$ 1,3 milhão, tem um destino claro: incentivar a arte dentro da escola integral. A base é a Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena. O programa tira a lei do papel.
O que era para ser um complemento vira o próprio centro da aprendizagem, transformando a rotina de milhares de jovens baianos. O secretário Bruno Monteiro foi direto: “Durante a nossa caminhada, reconhecemos a escola como um equipamento cultural e que a experiência cotidiana nos ensina de forma muito especial”.
O projeto acontece. De julho a dezembro, a conta é uma só: mais cultura, menos evasão. A pergunta que fica é se o modelo vai, de fato, se espalhar por todas as 213 escolas de tempo integral do estado depois dessa fase inicial.