A permanência da sede da Prefeitura de Feira de Santana no centro da cidade acabou com o temor do prefeito José Ronaldo de Carvalho sobre uma possível desertificação da região. A decisão de desapropriar o prédio onde funcionou o Hotel Caroá e o terreno vizinho, usados como estacionamento, vai concentrar várias secretarias no local. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (1º), e a medida deve manter o fluxo de pessoas no coração comercial e financeiro do município.
O prefeito já havia declarado publicamente que a saída do Executivo para outro bairro poderia reduzir o movimento na área central. “A escolha da área foi pensada com vistas para o futuro, a longo prazo”, afirmou José Ronaldo durante o anúncio. A Secretaria de Planejamento vinha estudando a criação de um centro administrativo há algum tempo, e a localização vizinha à prefeitura foi considerada estratégica.
O temor tinha base em exemplos reais. O prefeito citou cidades que mudaram a sede para bairros e registraram retração significativa no fluxo de pessoas no centro. Em Feira de Santana, a sede está situada no coração comercial e financeiro. Quem paga a conta é o morador, que pode ver lojas fecharem com a queda no movimento.
Centro administrativo vai reunir secretarias e gerar economia
A concentração de várias secretarias em um único prédio deve gerar economia para os cofres municipais. O aluguel de imóveis espalhados pela cidade deixará de ser necessário. Resultado: dinheiro público economizado e mais pessoas circulando nas áreas próximas durante os intervalos do expediente.
O local escolhido é estratégico. Tem saídas e acessos para as avenidas Getúlio Vargas e Senhor dos Passos, além da Rua J.J. Seabra. A área também oferece espaço para outras construções ou estacionamento para os veículos dos servidores.
Na prática, a medida mantém a prefeitura no centro e evita o esvaziamento da região. A ficha caiu tarde para outras cidades, que viram o comércio definhar após a mudança da sede administrativa. Feira de Santana aprendeu com o erro alheio.
O que muda para o comércio local
Com a manutenção do fluxo de servidores e visitantes, lojas e restaurantes da região central devem se beneficiar. O movimento nos períodos de intervalo do expediente tende a aumentar. A decisão também acaba com a incerteza que pairava sobre o futuro da área comercial.
- Economia: Fim dos aluguéis de imóveis espalhados pela cidade
- Fluxo: Aumento de pessoas circulando no centro durante o dia
- Comércio: Lojas e restaurantes ganham com a movimentação
- Localização: Acesso fácil às principais vias da cidade
O prefeito José Ronaldo disse se sentir não apenas aliviado, mas feliz com a decisão. A promessa que ficou no papel em outros municípios virou realidade em Feira de Santana. O centro continua sendo o coração da cidade.