A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que não há evidências de um surto maior de hantavírus. A declaração foi feita pelo diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus nesta terça-feira (12), após a identificação da doença em um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico. Até o momento, são 11 casos confirmados, com três óbitos.
“Neste momento, não há indícios de que estejamos presenciando o início de um surto maior. Mas, é claro, a situação pode mudar”, disse Tedros durante coletiva de imprensa. O diretor lembrou que o longo período de incubação do vírus pode trazer novos casos nas próximas semanas. Todos os registros são de passageiros ou tripulantes do navio MV Hondius.
Dos 11 casos, nove foram confirmados como a cepa Andes do hantavírus. Os outros dois são tratados como prováveis. A OMS foi informada sobre o surto no dia 2 de maio. “Não houve nenhuma morte desde então”, destacou Tedros. Todos os pacientes foram isolados e estão sob supervisão médica rigorosa.
O bicho pegou para as autoridades de saúde dos países envolvidos. A OMS recomenda que os passageiros do cruzeiro sejam monitorados ativamente por 42 dias. O período conta a partir da última exposição, em 10 de maio. A quarentena se estende até 21 de junho.
Repatriação e monitoramento dos passageiros
Tedros afirmou que os países que repatriaram os passageiros são responsáveis por acompanhar a saúde de cada um. “A OMS está ciente de relatos de um pequeno número de pacientes com sintomas compatíveis com o vírus Andes”, disse. A entidade acompanha cada caso junto aos respectivos governos.
A orientação é clara: qualquer pessoa com sintomas deve ser isolada e tratada imediatamente. O monitoramento pode ser feito em instalação de quarentena específica ou em casa. “Nosso trabalho não terminou. A OMS continuará trabalhando em estreita colaboração com especialistas em todos os países afetados”, concluiu o diretor.
Na prática, a situação exige atenção redobrada. O hantavírus tem longo período de incubação. Por isso, novos casos podem surgir mesmo com as medidas atuais. A OMS mantém alerta, mas descarta, por enquanto, uma crise sanitária global.