Um quilo de maconha do tipo “gourmet”, avaliado em aproximadamente R$ 20 mil, foi apreendido pela Polícia Civil da Bahia dentro de um condomínio de luxo em Stella Maris, bairro nobre de Salvador. A prisão em flagrante ocorreu nesta terça-feira (26), após denúncia anônima que apontava outro morador do mesmo endereço como suspeito de tráfico de drogas.
As equipes do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC) já estavam no local cumprindo um mandado de prisão da Operação Naufragium. Foi quando a denúncia chegou. O alvo: um homem de 29 anos, vizinho de quem já havia sido detido. Imagens do circuito de segurança flagraram o suspeito carregando uma sacola. Abordado, ele confessou que tentava esconder os entorpecentes e autorizou a entrada dos policiais em sua residência.
Droga de alto valor e público específico
Dentro do imóvel, os agentes encontraram a droga distribuída em dois sacos grandes e quatro porções menores. Também foram apreendidas duas balanças de precisão e um aparelho celular. O diretor do DENARC, delegado Ernandes Júnior, explicou que a maconha gourmet tem alta concentração da substância e é voltada para consumidores de maior poder aquisitivo.
“O entorpecente localizado com o suspeito é de uma variedade comercializada para usuários de maior poder aquisitivo, em razão da alta concentração da substância”, destacou o delegado. O valor estimado da apreensão chega a R$ 20 mil, um preço que, na prática, inviabiliza o consumo para a maioria da população.
Investigação em andamento
A Polícia Civil agora apura se o suspeito preso nesta terça-feira tem ligação com o investigado detido anteriormente no mesmo condomínio. A coincidência de endereços e o perfil das drogas acenderam o alerta dos investigadores. O fato é que a operação não se encerrou com a apreensão. A partir das investigações, será apurado se o suspeito possui ligação com o investigado preso anteriormente no mesmo condomínio, afirmou Ernandes Júnior.
O homem foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e permanece à disposição da Justiça. Quem paga a conta é o morador que financia esse mercado ilegal de luxo, enquanto a polícia tenta conectar os pontos de uma rede que pode ser maior do que parece.