✦ Resumo

Receita Federal libera R$ 605,9 milhões em restituição residual do IR para mais de 263 mil contribuintes a partir de 30 de dezembro.

Fachada da Receita Federal
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal liberou a consulta ao último lote de restituição do Imposto de Renda. No dia 30, mais de 263 mil contribuintes verão o crédito em conta — um alívio de milhões que injeta dinheiro direto na economia, um movimento importante em um cenário de pressão fiscal.

O ano mal começou e a Receita já faz um movimento para fechar as contas de 2025. Nesta segunda (22), abriu a consulta ao lote residual de restituição do IRPF — aquele que limpa a mesa, incluindo declarações atrasadas regularizadas e restos de anos anteriores.

A soma não é brincadeira: R$ 605,9 milhões estão na fila para voltar aos bolsos dos contribuintes. O crédito bancário para os 263.255 sorteados neste ciclo está marcado para 30 de dezembro. Uma injeção de capital que, em tempos de orçamento apertado, pode significar o respiro no fim do mês para muita gente, especialmente para quem depende do salário mínimo e para aqueles que já se preparam para a aposentadoria em 2026.

Prioridade tem rosto e história
A lei não é fria. Ela define quem deve passar na frente. Desse montante, R$ 309,6 milhões são destinados a quem tem prioridade legal:
— Os 5.310 contribuintes com mais de 80 anos;
— Os 34.796 entre 60 e 79 anos;
— As 4.087 pessoas com deficiência ou moléstia grave;
— E os 11.344 professores, onde a maior renda vem do magistério.

Mas a Receita também deu uma mãozinha para a agilidade. Quem não se encaixa nesses grupos, mas usou a declaração pré-preenchida ou optou pelo PIX como forma de recebimento, acabou ganhando uma vantagem na fila. São 178.030 casos assim, mais 29.688 contribuintes sem prioridade que foram contemplados de qualquer forma.

Consultar? É rápido, mas fique de olho
A pergunta que todo mundo faz: “será que o meu nome está lá?”.
A resposta está no site da Receita ou no aplicativo oficial. Basta acessar “Meu Imposto de Renda” e clicar em “Consultar minha Restituição”. Pelo app, ainda dá para checar a situação cadastral do CPF direto na fonte. Simples. O problema é que muita gente esquece de fazer isso — e o dinheiro fica rodando sem dono.

E se o crédito não cair na conta?
Acontece. O banco informado na declaração pode estar desativado, ou um detalhe técnico trava o depósito. Se for o caso, o valor fica disponível para resgate por um ano no Banco do Brasil.

A solução é reagendar o crédito em seu nome:

  • Pelo Portal BB (www.bb.com.br/irpf);

  • Ou ligando para a Central do BB: 4004-0001 (capitais), 0800 729 0001 (demais cidades) ou 0800 729 0088 (para deficientes auditivos).

Vai precisar do número do recibo da declaração e do valor da restituição. Após o reagendamento, é só aguardar a nova tentativa.

Passou o ano e o dinheiro ainda não foi resgatado? Aí o caminho é outro: requerer pelo Portal e-CAC da Receita, no menu “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

No fim, é uma operação de rotina da máquina federal. Mas por trás dos milhões e dos números, tem o aluguel que atrasa, a conta do mercado, o presente de Natal que ficou para trás. É dinheiro que volta para circular, aquecer o comércio, mover a economia real, um fôlego que pode ser bem-vindo para quem está planejando o futuro, como mostra este encontro sobre finanças e planejamento. Fica o lembrete: de nada adianta o governo liberar, se a gente não for lá buscar o que é nosso, um direito que deve ser protegido assim como a lei que protege aposentados de descontos e que pode ser crucial em um cenário de juros altos e custo de vida.

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Sobre o autor Lúcia L.F

Lúcia L.F. é co-fundadora e Diretora de Parcerias do BahiaBR.com. É uma empreendedora de mídia digital com mais de uma década de experiência, atuando em portais de notícias na Bahia desde 2011.