Indústria baiana mantém crescimento em novembro, puxada por derivados de petróleo

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Indústria baiana mantém crescimento em novembro, puxada por derivados de petróleo

P. Fonseca
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Capacete de segurança penduradoFoto de Ümit Yıldırım na Unsplash

Setor industrial segue em expansão pelo segundo mês consecutivo

A produção industrial da Bahia manteve trajetória de crescimento em novembro de 2025. O setor, que inclui transformação e extrativa mineral, registrou alta de 0,9% na comparação com outubro, conforme dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) divulgou os números nesta quarta-feira (14). Em outubro, o crescimento havia sido de 2,7%.

Desempenho positivo no ano e na comparação anual

O desempenho do setor também é positivo em análises de períodos mais longos. Em relação a novembro de 2024, a indústria baiana cresceu 1,5%. No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o aumento é de 1,1%. O indicador que considera os últimos doze meses também mostra expansão, de 1,4%. Todas as comparações seguem a metodologia do IBGE, que confronta períodos equivalentes.

Derivados de petróleo lideram alta, enquanto químicos sofrem queda

Apenas três das onze atividades industriais pesquisadas apresentaram crescimento na comparação anual de novembro. O segmento de Derivados de petróleo foi o principal motor, com alta de 7,3%. Segundo o relatório da SEI, o resultado reflete principalmente o aumento no processamento de gasolina automotiva e óleos combustíveis. Celulose, papel e produtos de papel (16,6%) e Indústrias extrativas (14,9%) também contribuíram para o resultado positivo. A produção de Produtos alimentícios ficou estável, com variação de 0,2%. Por outro lado, sete segmentos registraram queda na produção. Produtos químicos teve a principal influência negativa, com retração de 13,2%. A SEI atribuiu o resultado à menor produção de etileno não-saturado e propeno não-saturado. Outras atividades com desempenho negativo foram Couro, artigos para viagem e calçados (-19,3%), Bebidas (-10,6%), Metalurgia (-4,9%), Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,6%), Minerais não metálicos (-2,3%) e Produtos de borracha e material plástico (-0,6%).

Panorama setorial mostra recuperação concentrada

Os dados revelam um crescimento industrial sustentado, porém com desempenho desigual entre os diferentes ramos. A força do segmento de derivados de petróleo e das indústrias extrativas foi suficiente para compensar as quedas significativas em setores como químicos e couro. O cenário indica uma recuperação econômica ainda concentrada em segmentos específicos da cadeia produtiva baiana. O PAC injeta R$ 3 bi na Bahia para áreas como infraestrutura, o que pode impactar setores industriais a médio prazo. Enquanto isso, o freio nos preços observado na economia nacional pode aliviar custos para a indústria. No entanto, o custo do crédito permanece um desafio, com juros no maior patamar em anos, conforme análise do cenário macroeconômico.

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