Os profissionais da Rede Estadual da Educação da Bahia que aderiram ao acordo do Piso Salarial do Magistério já começam a receber os valores da correção de 2025 no contracheque de maio. As regras do pagamento foram assinadas em dezembro do ano passado, resultado do diálogo entre o Governo da Bahia e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (APLB), com o apoio da Procuradoria Geral do Estado (PGE).
Quem recebe o benefício do Piso Salarial
Cerca de R$ 75 milhões vão ser divididos entre os servidores, licenciados e não licenciados que receberam salário inferior ao Piso Nacional do Magistério em 2025 e que realizaram a adesão ao acordo até março deste ano. O montante será distribuído, anualmente, aos aderentes até que o salário alcance o piso nacional em vigor. O fato é que quem aderiu no prazo vai sentir a diferença agora.
O benefício contempla professores e coordenadores pedagógicos da Educação Básica da rede estadual, além dos profissionais do magistério que trabalham no suporte pedagógico e que ocupam cargos de direção, coordenação, supervisão, orientação e inspeção. Aposentados e pensionistas da área com direito à paridade e à integralidade também serão beneficiados, desde que o salário básico ou subsídio recebido em 2025 tenha ficado abaixo do piso nacional. Na prática, é uma correção que abrange desde a sala de aula até a gestão escolar.
Acordo firmado em dezembro de 2025
A Secretaria da Educação (SEC) destaca que o pagamento do acordo é um compromisso com a valorização dos profissionais da Educação, garantindo estabilidade e previsibilidade para os professores, coordenadores e aposentados. A promessa que ficou no papel por anos agora começa a sair do contracheque.
Quem paga a conta é o morador? Não. Dessa vez, o recurso sai do caixa do Estado. O acordo, assinado em 2025, foi costurado entre o governo e a APLB, com aval da Procuradoria Geral do Estado (PGE). O resultado: cerca de R$ 75 milhões distribuídos anualmente até que o salário de cada profissional alcance o piso nacional vigente.
Cerca de R$ 75 milhões vão ser divididos entre os servidores, licenciados e não licenciados que receberam salário inferior ao Piso Nacional do Magistério em 2025
- Quem recebe: professores, coordenadores pedagógicos, suporte pedagógico e cargos de direção, coordenação, supervisão, orientação e inspeção.
- Condição: ter aderido ao acordo até março de 2026 e ter recebido salário abaixo do piso nacional em 2025.
- Benefício extra: aposentados e pensionistas com paridade e integralidade também entram na lista.
Passou da hora de valorizar quem educa. A ficha caiu tarde, mas o pagamento já começou. A SEC reforça que o acordo garante previsibilidade e estabilidade para os profissionais da educação baiana.