✦ Resumo

A Codesal realiza vistorias preventivas de segurança na arena da Virada Salvador 2026, com inspeções diárias para garantir a estabilidade estrutural e elétrica do evento.

Proficionai da Codesal
Foto: Ascom Codesal

Antes do primeiro acorde do festival, outra orquestra entra em ação. A Codesal vistoria a arena da Virada Salvador 2026 em busca de falhas estruturais e elétricas, montando um esquema de segurança 24h para os cinco dias de evento.

Enquanto a cidade ainda respira a expectativa dos shows, uma equipe com olhos treinados para o risco já circula pela arena. A vistoria preventiva da Defesa Civil de Salvador na Boca do Rio é um ritual técnico e silencioso, mas fundamental para que a festa de 800 mil pessoas não vire tragédia.

A ação, em parceria com a Saltur e a Seman, percorreu cada metro do espaço. O foco? Irregularidades no terreno, portais de acesso, pontos de hidratação e — principalmente — as conexões elétricas que alimentarão palcos e iluminação. “Avaliamos também os dispositivos de combate a incêndio e a área para a queima de fogos”, detalhou a engenheira Rita Jane Moraes, da Codesal. O protocolo é claro: fiscalizações diárias até o último dia da festa.

Para Sosthenes Macêdo, diretor-geral da Codesal, a lógica é puramente preventiva. “Nossas equipes analisam riscos estruturais, elétricos e de outras naturezas, garantindo a estabilidade de tudo”, afirmou. A atuação é articulada com outros órgãos e, a partir de qualquer anormalidade encontrada, as demandas são imediatamente encaminhadas para correção.

Mas o grande desafio é invisível: como proteger uma multidão em movimento, sob a pressão de uma estrutura temporária? O esquema de segurança da Virada não começa na hora do show e nem termina com o último verso. A Codesal mantém plantão ininterrupto de 24 horas, com o Cemadec monitorando cada variação no tempo e no terreno da cidade.

Em caso de emergência — seja um princípio de incêndio na arena ou uma chuva forte —, o canal direto é o 199. O número, gratuito, é a linha tênue entre a festa e o perigo. É o axé da segurança, que trabalha nos bastidores para que o único risco do público seja dançar até o amanhecer. A preocupação com a integridade do público é a mesma que motiva ações como o Salvamar em outras situações de risco na cidade, e segue a lógica de operações que visam garantir a ordem e a segurança em grandes aglomerações ou eventos, assim como ocorre em um cortejo religioso. A fiscalização de estruturas também é crucial para o funcionamento de equipamentos urbanos, como foi necessário em uma recente manutenção emergencial no transporte público.

Carregando comentários...

Os comentários para este post foram encerrados (mais de 30 dias).

Encontrou algum erro? Entre em contato
Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.