Em resumo
  • A Anvisa determinou a apreensão dos lotes H7953B14 e H7953B06 do medicamento Ocrevus (ocrelizumabe) 300 mg/10 ml, distribuídos irregularmente pela Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda.
  • A resolução, publicada nesta sexta-feira (25) no Diário Oficial da União, também proíbe armazenamento, venda, distribuição, exportação, importação, propaganda e transporte do produto.
  • A medida ainda determina o recolhimento de medicamentos manipulados estéreis produzidos pela ICT Farmacêutica Ltda. entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026.
prédio Anvisa
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de dois lotes do medicamento Ocrevus (ocrelizumabe) 300 mg/10 ml. Os lotes são o H7953B14 e o H7953B06. A resolução foi publicada nesta sexta-feira (25) no Diário Oficial da União.

Segundo a Anvisa, os produtos foram distribuídos em julho pela Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda., empresa que não está autorizada a atuar no mercado farmacêutico, incluindo o ato de distribuir, comercializar ou importar medicamentos. A Autorização de Funcionamento (AFE) da empresa, de acordo com a agência, está inativa desde outubro de 2025.

Além da apreensão, a medida proíbe o armazenamento, a venda, a distribuição, a exportação, a importação, a propaganda e o transporte do produto. A Anvisa reforçou que somente os dois lotes estão proibidos por terem origem irregular.

Em nota, a agência informou que os lotes eram destinados a outros países e não ao Brasil. Segundo a Anvisa, não é possível garantir que tenham sido mantidas as condições sanitárias necessárias à conservação e à integridade do medicamento ao longo de toda a cadeia de distribuição até sua entrada no país, ocorrida de forma irregular.

O que é o Ocrevus e para quem é indicado

O Ocrevus teve o registro aprovado pela Anvisa em 2022 e é indicado para o tratamento de pacientes com as formas recorrentes de esclerose múltipla e esclerose múltipla progressiva primária.

A Roche Farma Brasil, dona do medicamento, informou que as unidades apreendidas, identificadas em idioma estrangeiro, não têm a distribuição reconhecida pela empresa. Segundo a Roche, não há relação comercial ou vínculo de distribuição autorizado com a Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda.

“As unidades mencionadas pela Anvisa referem-se exclusivamente aos lotes citados, cuja importação e distribuição foram realizadas pela LAF Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda, a qual não faz parte da cadeia de distribuição qualificada pela Roche.”

A Roche afirmou ainda que não há qualquer apontamento relacionado à qualidade ou à segurança do Ocrevus regularmente importado pela empresa e distribuído por meio de sua cadeia de distribuição autorizada no país. A importação dos lotes citados ocorreu sem a aprovação da Roche, na condição de detentora do registro.

Empresa já havia sido autuada por distribuição de medicamentos falsificados

De acordo com a Anvisa, a Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda. já havia sido autuada por causa da distribuição de medicamentos falsificados. Na ocasião, o caso foi encaminhado às autoridades policiais.

A Agência Brasil entrou em contato com a Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda. e aguarda posicionamento.

Recolhimento de medicamentos manipulados estéreis

A resolução da Anvisa também determina o recolhimento de todos os medicamentos manipulados estéreis produzidos pela empresa ICT Farmacêutica Ltda. no período de 31 de agosto a 2 de setembro de 2026. A medida suspende a venda, distribuição, manipulação e divulgação dos produtos.

Segundo a Anvisa, foram constatadas deficiências críticas nas instalações, utilidades, qualificação de sistemas, monitoramento ambiental, processos assépticos, validação de esterilização, filtração esterilizante, integridade de recipientes e sistema de garantia da qualidade, comprometendo a garantia da esterilidade, qualidade, segurança e eficácia das preparações manipuladas.

A Agência Brasil entrou em contato com a ICT Farmacêutica Ltda. e aguarda posicionamento.

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Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.