✦ Resumo

A Anvisa aprovou o uso dos medicamentos Benlysta para crianças a partir de 5 anos com lúpus e Ocrevus para adolescentes a partir de 12 anos com esclerose múltipla, ampliando o acesso a terapias antes restritas a adultos.

Remédios
Foto de Myriam Zilles na Unsplash

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (20) a ampliação do uso de dois medicamentos para tratar lúpus e esclerose múltipla em pacientes pediátricos. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e amplia o acesso a terapias antes restritas a adultos. O Benlysta (belimumabe) agora é indicado para crianças a partir de 5 anos com lúpus eritematoso sistêmico (LES) ativo. Já o Ocrevus (ocrelizumabe) passou a ser opção para adolescentes a partir de 12 anos e 40 kg com esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR).

Benlysta: nova opção para crianças com lúpus ativo

O Benlysta (belimumabe) é um anticorpo monoclonal indicado como tratamento complementar para pacientes com alto grau de atividade da doença. A novidade é que a aprovação inclui a versão em caneta aplicadora/autoinjetora. Na prática, isso reduz a necessidade de deslocamentos até centros de infusão. A formulação intravenosa do medicamento já estava liberada para o público pediátrico. O remédio é destinado a crianças que já estejam em tratamento padrão com corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides ou outros imunossupressores.

Ocrevus: alívio para adolescentes com esclerose múltipla

O Ocrevus (ocrelizumabe) é um anticorpo monoclonal recombinante que reduz a atividade inflamatória associada à esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR). A aprovação vale para pacientes a partir de 12 anos e 40 kg. A doença ataca a mielina que reveste as fibras nervosas, prejudicando a comunicação entre o cérebro e o corpo. Sintomas antes dos 18 anos são considerados uma condição rara e mais grave.

O que é o lúpus eritematoso sistêmico

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença inflamatória autoimune que pode afetar múltiplos órgãos: pele, articulações, rins e cérebro. Em casos graves, se não tratada, pode levar ao óbito. Os sintomas incluem febre, rigidez muscular, inchaços, lesões na pele que pioram com exposição solar, linfonodos aumentados e queda de cabelo. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a doença afeta entre 150 mil e 300 mil pessoas no Brasil, principalmente mulheres de 20 a 45 anos. O diagnóstico é feito com hemograma, biópsia renal e exame de urina. O tratamento é paliativo.

O que é a esclerose múltipla remitente-recorrente

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica e autoimune do sistema nervoso central. Na forma remitente-recorrente, há episódios de novos sintomas neurológicos seguidos por períodos de recuperação. Os sintomas mais comuns são fadiga extrema, dormência, formigamento, alterações visuais (visão turva ou dupla), fraqueza muscular, desequilíbrio e dificuldade de controle da bexiga. As causas envolvem predisposição genética e fatores ambientais como infecções virais, tabagismo e obesidade. O diagnóstico é feito por neurologista com exames complementares.

A aprovação da Anvisa abre caminho para que crianças e adolescentes com doenças autoimunes graves tenham acesso a tratamentos mais eficazes e menos invasivos. A medida representa um avanço no cuidado pediátrico, especialmente para pacientes que antes dependiam exclusivamente de terapias intravenosas.

O BahiaBR acompanha os desdobramentos da decisão e seus impactos para pacientes baianos. A recomendação é que famílias consultem médicos especialistas para avaliar a elegibilidade aos novos tratamentos.

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Sobre o autor Lúcia L.F

Lúcia L.F. é co-fundadora e Diretora de Parcerias do BahiaBR.com. É uma empreendedora de mídia digital com mais de uma década de experiência, atuando em portais de notícias na Bahia desde 2011.