Em busca de referências para proteger banhistas, uma comitiva de Lauro de Freitas desembarcou no Salvamar de Salvador. A missão: absorver know-how e trazer melhorias concretas para a orla do município.
A segurança nas praias não é um detalhe — é uma obrigação do poder público. Foi com essa premissa que secretários e coordenadores de Lauro de Freitas cruzaram a linha da cidade para colocar os pés (e os olhos) na operação do Salvamar, em Salvador. A visita, na última quarta-feira (10), foi menos um passeio protocolar e mais uma missão de inteligência.
O coordenador do Salvamar, Kailani Dantas, recebeu a comitiva e abriu as portas — e os protocolos. Mostrou a engrenagem que faz o serviço funcionar: a organização interna, a capacitação que transforma um bom nadador em um salva-vidas, os equipamentos que são extensões do corpo no mar bravio e, claro, as estratégias para evitar que o pior aconteça. Não se trata só de resgatar, mas de prevenir.
Glauber Moraes, secretário de Segurança de Lauro de Freitas, não disfarçou o propósito pragmático. Ao lado do coordenador local dos salva-vidas, Ismael Djalma, ele foi direto: a experiência de Salvador será o mapa para guiar investimentos, reformas e mudanças de procedimento na própria cidade. “Esta visita reforça o compromisso com a segurança da população e com a valorização dos nossos profissionais”, afirmou. A fala é importante, mas a pressão vem do relógio e do termômetro — o verão não espera.
E foi justamente sobre os períodos de pico que girou a conversa. Em tempos de praia abarrotada, uma ação coordenada entre os municípios pode ser a diferença entre o caos e o controle. As equipes saíram do encontro falando em “diálogo permanente”. A intenção é boa, necessária. Só que o banhista, ali na areia, precisa mais do que boa vontade política — precisa de estrutura, sinalização e profissionais bem aparelhados.
Agora, a bola está com a gestão. A visita técnica foi o diagnóstico. A população de Lauro de Freitas aguarda, ansiosa, pela prescrição — e pela aplicação efetiva do remédio. Afinal, no calor do litoral baiano, a única coisa que deve esfriar são as bebidas, nunca o empenho em proteger vidas.
